“Figurinhas são uma explosão.” Com esta frase Ilda Viegas, proprietária de uma banca de jornais e revistas localizada na avenida Getúlio Vargas, define as vendas de figurinhas com jogadores das Seleções de futebol que irão disputar a Copa.
Crianças, jovens, adultos e até senhores passam o fim de tarde e finais de semana ao redor da banca tentando adquirir figurinhas que ainda não tenham. “Médico, advogado, veterinário, senhoras, moças, casais. A paixão por estas figurinhas não tem raça, sexo ou idade. Superou qualquer expectativa”, revela Viegas.
Para ela, a busca pelos “cards” geraram uma confraternização de grandes proporções, possível somente a partir do futebol. “Este é um esporte que une as pessoas, ainda mais nesse caso, pois somos todos brasileiros, vamos torcer pelo mesmo time. As pessoas que vêm aqui fazem amizades, trocam telefones. Até pessoas de outras cidades estão vindo para trocar figurinhas”, afirma.
Viegas conta que no sábado passado alguns clientes começaram a chegar por volta das 6h e o movimento só parou após as 22h. Ela ressalta ainda que há clientes que já estão completando o quarto álbum.
Na tarde da última quarta-feira o estudante Matheus Shimoda Oliva, 11 anos, tentava negociar com outros colecionadores a figurinha da taça. A única que faltava para ele completar o primeiro álbum. “Comecei faz um mês. Acho que vou tentar fazer outro”, diz.
Viegas explica que desde que tem a banca, há cerca de 10 anos, na Copa do Mundo promove uma reunião para troca de figurinhas. Por volta das 15h, todos os dias, as pessoas começam a chegar. Até as 18h30, os colecionadores trocam e vendem as repetidas. “Com as reuniões, em 15 dias dá para fechar o álbum”, afirma.