08 de julho de 2026
Saúde

Estimativa é que doença atinja 1% dos idosos

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Apesar de ter sido descrita pela primeira vez em 1817, a doença de Parkinson ainda não tem causa conhecida. Mesmo assim, estima-se que pelo menos 1% da população com mais de 60 anos desenvolva a doença, que é neurológica, degenerativa e não tem cura.

O Parkinson é caracterizado por quatro sinais: tremor predominante nas mãos e no queixo, lentidão dos movimentos, rigidez muscular e instabilidade postural (com tendência de queda). O diagnóstico é feito apenas com análise clínica.

“É necessário avaliar a história clínica do paciente e o conjunto de sintomas e sinais que apontam para a doença de Parkinson. Se o paciente tem pelo menos dois sintomas e as causas externas (como o uso de medicamentos para tontura) foram excluídas, você tem um diagnóstico seguro’’, afirma o neurologista Paulo Caramelli, professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais.

A principal explicação para os distúrbios do movimento que o paciente enfrenta é a degeneração das células produtoras da dopamina, um importante neurotransmissor.

Essas células ficam numa região do cérebro chamada substância negra. A falta ou a diminuição da dopamina no cérebro reflete diretamente no paciente, que perde o controle dos movimentos voluntários.