07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha


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Uma maratona

Depois da sequência de mais de 70 reuniões em todas as regiões da cidade, além de discussões específicas com segmentos organizados, a arquiteta Maria Helena Rigitano participou de uma longa discussão de mais de 200 dos 288 artigos que compõem o projeto de lei do Plano Diretor, no Automóvel Clube, no último sábado. A extensão do material é tal que foi necessário suspender o congresso e reconvocar para o próximo sábado os 60 delegados para completar a votação de cerca de 40 artigos restantes do projeto. O local ainda será definido.

Mobilização

O leitor Luiz Francisco Paiva Martins leu a cobertura especial feita na edição de ontem do JC sobre o Plano Diretor e, por isso, lembra que municípios turísticos também devem adotar o Plano, conforme determina o Estatuto das Cidades. O assunto é sério e, como se vê, já mobiliza a população. Será preciso intensa participação dos setores organizados e da Câmara Municipal. Por ora, apenas os vereadores Rodrigo Agostinho (PMDB) e Majô Jandreice (PC do B) se inseriram nas discussões.

Gratificação 1

O presidente da Câmara Municipal de Bauru, Antonio Carlos Garmes (PSDB), e alguns colegas de plenário se preparam para tentar derrubar a proposta de estímulo à ocupação de funções em cargos de comando na prefeitura com gratificação temporária de 30% sobre os vencimentos. Falou em gastar mais com pagamento, Garmes já range os dentes.

Gratificação 2

A Secretaria de Administração vê a medida como estímulo ao bom profissional de carreira sem afetar os gastos permanentes com a folha de pagamento. É que o governo tem dificuldades em preencher cargos de chefia e diretoria em muitas seções, onde estão lotados funcionários que já incorporaram benefícios. Dar a responsabilidade sem gratificar é visto como uma espécie de castigo, ao invés de promoção. A administração ressalta que a gratificação não é incorporável. A discussão estará em plenário, na sessão da Câmara de hoje, às 14h.

Proposta de 82

O professor Rodolpho Pereira Lima envia carta informando que o projeto para construção de rampas para deficientes na Câmara Municipal é de sua autoria, datado de 1982, quando ele esteve no posto de presidente do Legislativo bauruense. Era para ter sido feita no ano seguinte, pois constava no orçamento. Ele ressalta que a idéia lhe foi dada pelo então vereador Edison Bastos Gasparini, já falecido.

Merendeiras

Apesar dos argumentos do chefe de Gabinete do prefeito, Paulo Canalli, de que a preparação de refeições para as merendeiras nas escolas vai ser custeada por verba específica e não pelos produtos adquiridos para as crianças, na prática a ação não elimina o uso da estrutura operacional, no mínimo destinada exclusivamente ao programa alimentar dos estudantes.

Sem bom senso

Não se trata de uma discussão preciosista sobre o uso da mesma concha, guardanapos ou caldeirão que o utilizado para a preparação da comida das crianças, mas de argumentação sobre a funcionalidade da medida do Executivo de não oferecer tíquete-alimentação para as profissionais do setor. Ora, as cozinheiras, ou pelo menos uma parte delas, vão deixar de dar atenção exclusíva à refeição das crianças para se dedicar, durante o expediente, ao preparo de sua própria alimentação. Não parece de bom senso.

Estacionamento

O vereador Primo Mangialardo (PV) cobra da Emdurb "uma firme atitude em relação ao desrespeito praticado por camelôs que usam e abusam de vagas para carros na área central, mantendo seus veículos durante o período comercial inteiro na mesma vaga como depósito de produtos, inclusive sem os necessários cartões para estacionamento”. Esta é a íntegra do ofício enviado ao presidente da Emdurb, Renato Purini.