08 de julho de 2026
Internacional

ONU pede mais tropas no Timor

Folhapress
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Dili - O representante especial da ONU no Timor Leste, Sukehiro Hasegawa, afirmou ontem que são necessárias mais forças de paz para restaurar a ordem na Capital, Dili. Ele fez um apelo aos líderes do país para que não deixem aumentar as hostilidades.

Cerca de 300 funcionários da organização já foram retirados do país. Ontem, enquanto gangues rivais aterrorizavam a Capital sem praticamente encontrar resistência, dezenas de milhares de moradores de Dili buscaram refúgio em igrejas, embaixadas e no aeroporto.

Pelo menos 27 pessoas já morreram. Pelo terceiro dia seguido, gangues incendiaram casas e entraram em confronto, portando machetes e facas. Soldados australianos dispersaram alguns deles, que, porém, rapidamente se reagruparam.

Ontem à noite, Dili ainda estava em chamas, enquanto helicópteros levando soldados armados sobrevoavam a cidade. Um encontro do gabinete foi agendado para hoje, em meio a especulações de que o Parlamento será dissolvido.

O primeiro-ministro, Mari Alkatiri, havia dito que a violência é resultado de um complô para tirá-lo do poder. Cerca de 27 mil timorenses buscaram abrigo em campos de refugiados, afirmou Robert Ashe, representante regional do Alto Comissariado da ONU para Refugiados. Mas as condições nas barracas de campanha são precárias.

Os conflitos no Timor Leste tiveram início com a demissão de 591 militares das Forças Armadas que haviam entrado em greve, reclamando de discriminação e das precárias condições de trabalho.