08 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Por Texto - Gabriel Pelosi | Consultor - Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 3 min

Pegadores de bola

Pegadores de bola ou boleiros, como são chamados em algumas cidades, são aqueles garotos cuja a função é apanhar as bolas na quadra . Pelo fato de estarem na quadra varias horas por dia acabam aprendendo a jogar bem e rapidamente. O Brasil teve alguns pegadores de bola que se tornaram verdadeiros heróis. O 1º deles foi Armando Vieira , ex-pegador do Clube Paulistano que acabou chegando até as quartas de final de Wimbledon, em 1955. Depois tivemos Givaldo Barbosa, baiano radicado em São Paulo, que chegou até a 68º lugar do ranking brasileiro. Tivemos também o bauruense Julio Góes alcançando até 82 do mundo, chegou a defender o Brasil em Copa Davis. Agora temos Julio Silva, ex-pegador de bolas de Jundiaí que acaba de passar pela duríssima qualificatoria de Roland Garros e também fará parte da seleta chave principal desse Grand Slan.

A maioria dos pegadores de bola são de origem extremamente simples, e estão ali para ajudar na renda familiar. O triste é que as novas leis trabalhistas estão deixando-os em extinção. Aqui em Bauru os garotos só podem iniciar essa atividade após completarem 14 anos e só poderão trabalhar por dois anos. Com essa idade, já são garotos grandes o que dificulta a terem que abaixar constantemente para pegarem as bolas e em apenas dois anos, dificilmente se tornarão tenistas. Além desses nomes que citamos, outros vários iniciaram como pegadores e não se destacaram como jogadores profissionais mas estiveram ou estão aí como professores de tênis, contribuindo pela formação de novos tenistas.

Melhor do esporte

O tenista suíço Roger Federer conquistou pela segunda vez o titulo de Esportista do Ano, considerado o Oscar do esporte. Para chegar a tal prêmio Federer superou : Fernando Alonso (Fórmula 1), Lance Armstrong (heptacampeão da volta da França no ciclismo), Tiger Woods (golfe), Ronaldinho Gaúcho (Melhor jogador de futebol do mundo) e Valentino Rossi (motovelocidade). A esquiadora croata, Janica Kostelic, ficou com o prêmio feminino. O espanhol Rafael Nadal levou o prêmio de Novato do Ano.

Garotada de futuro

Nossos juvenis (bauruenses) estão se destacando nos torneios paulistas e nacionais, mantendo a tradição que Bauru tem de formar ótimos jogadores. Rodolfo Bustamante, Guilherme Destefani e Diógenes Neto acabam de se destacar nos torneios nacionais, realizados em Dourados e em Campo Grande. Pedro Scocuglia tem ganho a maioria dos torneios que disputa. Os irmãos Wendel e Wescley Ferreira têm feito repetidas finais nos paulistas. Isadora Busch (Babolat), com seus resultados mostrou que é uma das melhores do Brasil. Depois desses, temos uma nova safra em formação, que em muito breve também estarão se destacando.

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Dica

Há duas semanas, falamos da importância do uso do pulso no saque. Porém, não se deve confundir. Esse movimento de pulso que falamos aquele dia é no braço que está com a raquete. Uma das coisas mais importantes para um bom saque é o levantamento da bola para o saque (toss). Os dedos e o pulso não devem participar do impulso dado à bola na hora de seu lançamento. Somente o movimento que o braço faz para cima já é suficiente. Para manter o pulso neutro durante o movimento, experimente fazer o lançamento com a palma da mão virada para cima, mantendo o pulso firme nesta posição até o final do lançamento. Você notará que a bola irá para cima de modo uniforme.

Curiosidades

Bjorn Borg foi o maior fenômeno sobre a quadra lenta de Roland Garros. Ganhou seis vezes, quatro consecutivas. O sueco, que entregou o troféu a Gustavo Kuerten em 97 e recebeu uma reverência do catarinense, perdeu um único jogo entre 74 e 81, já que não atuou na edição de 76.

Regra

Se um jogador não tem certeza que a bola foi realmente fora em seu lado da quadra, ele deve dar a bola como boa?

Sim, em caso de duvidas deve considerá-la como boa. Mas, infelizmente não vemos isso com muita freqüência.