07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Liguem a máquina!

A assessoria de imprensa de Tuga Angerami informou ontem que o prefeito tomou conhecimento no início da semana da existência de equipamentos para lavagem de veículos adquiridos em 2002 pela administração anterior e que estavam guardados nas Regionais Administrativas há absurdos 17 meses. Após tomar ciência do fato, o prefeito determinou que a Secretaria das Administrações Regionais providencie a adequação elétrica das sedes para que os equipamentos entrem em operação.

• Adicional dos agentes

Enquanto da crise na segurança pública vive temperaturas mais amenas, a Assembléia Legislativa trata de tentar agradar os agentes penitenciários com projeto de lei do governo do Estado que cria adicional operacional para os profissionais do setor. Tudo para equilibrar a vantagem criada para policiais em razão da aprovação do adicional de localidade, que não alcançava os agentes. Sem entrar no mérito do projeto, a mudança no sistema de segurança pública vai ter de esperar. Se é que vai sair do discurso.

• Estação no dia 27

Esta é a data prevista para a assinatura de aquisição do prédio da estação ferroviária, no Centro de Bauru, com os terrenos adjacentes para que aquele setor receba revitalização a partir da implantação de shopping pelo grupo Marca, com investimento do grupo Pátio Brasil, de Brasília. Os detalhes estão sendo tratados com o Sindicato dos Ferroviários, detentor do prédio e do terreno em ações trabalhistas.

• Discursos afinados

Quem não conhece e ouviu os discursos dos deputados Edmir Chedid (PFL) e Renato Simões (PT), durante audiência pública do Orçamento estadual realizada em Bauru, deve ter pensado que os dois eram do mesmo partido. Os discursos de ambos foram recheados de críticas ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), por causa do Orçamento deste ano que, segundo os deputados, deixou muito a desejar por culpa do tucano.

• Saída pela esquerda

Aliás, desde que Cláudio Lembo (PFL) assumiu o governo do Estado, os membros do PFL parecem legítimos representantes de partidos de esquerda. O próprio governador colocou a culpa da violência na “elite branca”, termo usado pelo deputado Chedid para classificar quem é contra o orçamento participativo, velha bandeira do PT, que agora troca de mãos pelo dinamismo da política partidária.

• Vereadores ausentes

O mais interessante na audiência pública, realizada na Câmara Municipal, foi perceber que poucos vereadores se interessaram por ela. Mesmo sendo para apresentar propostas ao Orçamento estadual, e sem garantias que essas propostas serão incluídas, era de se esperar que, no mínimo, os parlamentares de Bauru estivessem presentes.

• Traição no palanque

Os tucanos, entre eles Edu Borgo, estão questionando a declaração do senador Aloizio Mercadante, de que José Serra, pré-candidato ao governo pelo PSDB, teria traído o povo paulistano ao deixar a prefeitura da Capital para se candidatar a governador. Para os tucanos, Mercadante também traiu seus eleitores, já que tem mandato até 2010 e é candidato ao governo. A diferença é que se Mercadante perder a eleição, volta ao Senado. Serra renunciou e não pode mais voltar à prefeitura de São Paulo.

• Apoio a Quércia

O presidente do PMDB de Bauru, Alex Gasparini, informou que a executiva municipal do partido decidiu apoiar a decisão do diretório estadual de tentar aliança com o PT nas eleições para presidente e governador. O flerte já tinha ficado claro no encontro do senador petista Aloizio Mercadante com militantes do partido, onde Gasparini esteve presente. A decisão foi apenas a confirmação do óbvio. Até porque Gasparini é fã de carteirinha de Quércia.