07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• ‘Tucaninhos’ do Tuga

Os “marronzinhos”, termo usado para designar os agentes municipais de trânsito autorizados a multar e que estarão nas ruas em breve, na verdade não deverão ter este apelido em Bauru. É que o uniforme dos mesmos terá as cores amarelo e azul. Aliás, poderão até ser chamados de “tucaninhos”, uma vez que as duas cores são as do PSDB. Com Tuga muito próximo do ninho tucano, não é de se admirar que a “homenagem” tenha sido prestada...

• Olho neste projetos

Na semana da Copa do Mundo, dois assuntos importantíssimos para a cidade estão na Câmara Municipal, onde serão discutidos e votados. Um já está em fase de apreciação e pode ser votado na sessão de hoje. Outro, bem mais complexo e que causará grandes debates, vai dar entrada na Casa de Leis. Tratam-se do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público para o tratamento de esgoto e do Plano Diretor.

• Oposição ressabiada

A aprovação do novo TAC do esgoto (leia detalhes na página 3) emperrou por mais uns dias porque a oposição reluta em ser fiadora da vinculação das obras do tratamento de esgoto aos repasses que a prefeitura recebe do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), uma das principais fontes de receita da cidade. Pelo acordo com a Promotoria, se o tratamento não for feito no prazo estabelecido, parte do dinheiro do FPM ficaria retido para a obra.

• Verificação dos termos

Ocorre que o momento mais adequado de verificação do cronograma de obras, plano financeiro etc já passou. Teria sido prudente verificar tudo isso quando da aprovação do Fundo de Tratamento de Esgoto, que acarretou uma taxa na conta de água dos consumidores. Tudo bem a cautela, que é uma das virtudes humanas, mas o TAC não depende diretamente dessa verificação. De qualquer forma, da semana passada até hoje deve ter sobrado tempo para checagens.

• Crescimento da cidade

Já o Plano Diretor teve a primeira de duas fases aprovada no último sábado. O projeto, que contou com discussões nos bairros, segue agora para o debate legislativo, com abertura mantida para a participação da população, principalmente porque, certamente, deverá gerar audiência pública, dada a importância do tema. O Plano Diretor deverá traçar diretrizes para o planejamento do crescimento da cidade.

• Limites que polemizam

As polêmicas quanto ao que já foi aprovado pelo Plano Diretor em sua primeira fase começam a se delinear. Artigos que limitam a expansão da zona urbana por alguns anos, a verticalização em alguns setores da cidade e o IPTU progressivo para quem não ocupar terrenos ociosos despontam como pontos em que não haverá consenso facilmente. Algumas manifestações já foram ouvidas e o ruido delas será audível na medida em que o projeto for a plenário.

• Equilíbrio a prevalecer

Independente do modelo de cidade que vai prevalecer no Plano Diretor até outubro - prazo limite para sua aprovação - é necessário que cada ponto de discórdia seja amplamente debatido, levando-se em conta o equilíbrio entre duas grandes variáveis: o crescimento ditado pelo dinamismo das atividades produtivas e a preservação do ambiente em que vivemos.