10 de julho de 2026
Esportes

Seleção faz ensaio de jogadas aéreas

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Königstein - Para evitar uma derrota de bola parada como a da Seleção no Mundial de 1998, o técnico Carlos Alberto Parreira iniciou ontem os treinos de jogadas aéreas. Na manhã de ontem, Parreira comandou um treino específico desse tipo de jogada, com defensores e atacantes. “As equipes européias se valem muito das jogadas de bola parada. Estamos treinando para usar o veneno ao contrário”, disse o treinador, que deixou Ronaldo de fora da sessão.

O jogador não gosta de cabecear. Ele diz que tem um trauma em jogadas áreas. Na época em que jogava no PSV Eindhoven, seu primeiro clube na Europa, Ronaldo viu um companheiro de equipe desmaiar durante um treinamento de jogadas de bola parada e pouco participa destes lances.

Já nas jogadas aéreas de ataque, Parreira quer que Adriano, Juan, Lúcio e Kaká surpreendam as defesas adversárias. O técnico disse que Lúcio terá liberdade para ir ao ataque. “Se o Lúcio sentir que pode, ele vai. Já fez isto mais de 100 vezes e nunca tomamos gol”, disse Parreira.

No treino da tarde, os jogadores ensaiaram cobranças de falta. O meia Juninho foi o destaque. Ele marcou três vezes em seqüência e acertar a quarta no travessão. “Não acredito que as jogadas de bola parada vão me fazer titular”, disse.

Lúcio

Nos amistosos diante dos modestos Fluminense sub-20, Lucerna e Nova Zelândia, o zagueiro Lúcio apareceu várias vezes no ataque adversário, marcou dois gols - um foi anulado - e virou mais uma arma da Seleção Brasileira na caminhada para tentar levar o hexa.

Como o Brasil já tem o quadrado mágico e apenas dois zagueiros, Lúcio precisa tomar cuidado para não deixar o setor de marcação vulnerável. Mas ele tem o aval de Parreira, que, no entanto, pede cautela. “O Lúcio subiu ao ataque umas cem vezes. Nessas partidas, ele pôde fazer isso. Foram circunstâncias dos jogos que disputamos. Mas ele pode sair (da zaga para atacar). Se tiver chance e vontade, pode sair”, disse Parreira.

E o recado foi muito bem entendido pelo zagueiro, que promete cautela e entrosamento para deixar a zaga e aparecer como elemento-surpresa no ataque. “É preciso ter noção, pois o time já está ofensivo”, alertou Lúcio, que explicou qual o melhor momento para virar uma arma contra os adversários “Quando eu tenho espaço ou roubo uma bola de um adversário. É preciso ter o timing para fazer isso.”

“O Émerson e o Zé (Roberto) ficam mais presos quando eu subo. É claro, porém, que minha principal função é defender. Só vou à frente se me sentir seguro”, garante.