10 de julho de 2026
Nacional

Sanguessugas: STF abre inquéritos criminais contra 15 congressistas

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Campo Grande - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou a abertura de inquéritos criminais contra 15 parlamentares investigado na Operação Sanguessuga e manteve o nome de todos eles sob segredo de Justiça.

Relator dos inquéritos, Mendes acolheu todas as sugestões do procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, de aprofundamento das apurações, ordenou a remessa dos documentos à Polícia Federal (PF) e deu 30 dias de prazo para que ela realize as diligências sugeridas, como a tomada de depoimentos.

Os 15 congressistas são suspeitos de possibilitarem, através de emendas ao Orçamento da União, que fossem realizadas licitações fraudulentas para a compra de ambulâncias superfaturadas por prefeituras. A suspeita inicial é de prática de crimes como corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. A tramitação em segredo de Justiça foi pedida por Antonio Fernando.

O objetivo é preservar a imagem do parlamentar, caso o inquérito seja arquivado sem o pedido de abertura da ação penal (denúncia), por falta de provas. Não há nenhuma decisão no sentido de informar a corregedoria da Câmara a lista dos parlamentares acusados.

O pedido de segredo de Justiça não é inédito. O procurador adotou a mesma medida no caso do mensalão, até que fosse formalizada a denúncia contra os 40 envolvidos no caso. O procurador-geral busca indícios de envolvimento de outros parlamentares, contra os quais ainda não há indícios suficientes de conduta criminosa.

Em Mato Grosso, tramitam inquéritos contra empresários e assessores de parlamentares, que não têm foro privilegiado. Denunciados Mais cinco denúncias foram acatadas ontem pelo juiz da 2.ª Vara Federal de Cuiabá (MT), Jeferson Schneider. Com isso, chegam a dez os denunciados que vão enfrentar ações penais por lavagem de dinheiro, corrupção, crime contra lei de licitações e formação de quadrilha.

Entre os que tiveram denúncias acatadas hoje está Nívea Ribeiro, que até ser presa no início do mês era assessora da deputada Elaine Costa (PTB-RJ). O juiz analisa se aceita mais 71 denúncias.