11 de julho de 2026
Nacional

Opositores e governistas condenam a ‘baderna’ na Câmara dos Deputados

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Deputados que estavam nas imediações da confusão causada pela invasão do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) ao Congresso se abrigaram no plenário da Casa, que teve as entradas cercadas por seguranças. Lá, oposição e governo condenaram a manifestação afirmando que tratou-se de “baderna”, “atentado à democracia” e “vandalismo”.

“A bancada do PT condena com veemência os atos de vandalismo que se verificaram nas dependências da Câmara dos Deputados. Com a autoridade de quem sempre se opôs às tentativas de criminalizar os movimentos sociais, a bancada do PT deixa claro que a violência e o vandalismo não servem aos objetivos de nenhum movimento social”, afirmou nota assinada pelo líder do PT, Henrique Fontana (RS). Alguns deputados defenderam uso de força para reprimir a manifestação. “Queremos a independência da instituição”, disse o líder do PFL, Rodrigo Maia (RJ). “Não é questão de direita ou de esquerda, não é questão ideológica, trata-se de vândalos que com atos de violência gratuita”, disse.

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), que não autorizou a entrada da tropa de choque da Polícia Militar na Câmara, disse que não sacrificaria a “vocação democrática” da instituição e que não admitiria “qualquer forma de violência ou intimidação”.

Na hora da invasão, ele estava na residência oficial almoçando com o presidente da Câmara do Paraguai, Victor Bogado. “Estamos acuados e confinados aqui. Isso é fruto dessa legislatura, que sofreu o "mensalão". Precisamos adotar um gesto exemplar para que não seja feito esse tipo de baderna”, afirmou José Múcio (PE), líder do PTB. “Se isso virar moda, qual é a segurança que vamos ter?”.

No meio da sessão, Aldo teve que apelar para que os deputados dessem continuidade à sessão. “Esse acontecimento será resolvido na esfera policial”, disse o deputado. O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) fez um discurso na tribuna criticando a invasão e chamou Aldo de “covarde”, por dispensar o uso de forças militares. “Reajam comandantes militares. Reajam enquanto é tempo, antes que o País caia na desgraça de uma ditadura sindical presidida pelo homem mais corrupto que já chegou à Presidência da República”, afirmou.