Muitos bauruenses já foram à Alemanha a passeio, a trabalho ou para estudar. Entre eles a estudante Maria Carolina Hee, que durante mais de um ano conheceu e aprendeu muito sobre o país de origem de seu pai; o casal Edemur e Deusa Moralles, que visitou cidades como Dresden, Leipzig e Berlim, e a jornalista Adriana Fernandes, que desmistifica para os leitores alguns estereótipos associados aos alemães. Além desses leitores muitas famílias têm filhos e outros parentes morando lá. Alguns estudando, outros trabalhando, com o maior contingente em Berlim e Colônia.
Localizada no “coração” da Europa, a Alemanha é um país de cerca de 82 milhões de habitantes, de tamanho similar ao estado de Minas Gerais.
“Esqueça os homens de bermuda branca, suspensório e boina verde! Essa é uma imagem típica dos moradores da região da Baviera, no Sul. Eles têm um sotaque bem diferente, além de um dialeto próprio, difícil de ser compreendido. Os alemães não gostam muito dessa comparação”, explica Adriana.
Segundo ela, o idioma alemão é completo, chega a assustar um pouco, mas os turistas que tiverem conhecimentos de inglês certamente não encontram grandes dificuldades. “Os alemães, principalmente os mais jovens, respondem sim quando perguntamos na língua inglesa e são receptivos com os turistas, sobretudo em grandes cidades como Berlim e Munique. Não é verdade que todos os alemães são frios e nada amigáveis”, afirma.
Preços de trás para frente
Nas lojas, grandes galerias e restaurantes, também é fácil comunicar-se. O complicado é entender quanto eles falam o preço. Os números em alemão são ditos de trás para frente, por exemplo: vinte e oito, é falado oito e vinte – “achtundswanzing!”.
A dica de Adriana: “Some sempre sua compra antes, para não ficar no caixa com a cara de ponto de interrogação”.
O euro é a moeda corrente na Alemanha, onde todos os cartões de crédito internacionais são aceitos.
Passeios não faltam no país dos imponentes castelos e monumentos históricos. Assim como uma oferta ampla e diversificada no que se refere a espetáculos musicais, festas populares, festivais de cinema e teatro, durante os meses da primavera e verão europeus.
Entre junho e setembro são realizados inúmeros eventos, esportivos que vão da equitação ao iatismo, do futebol à natação, passando pelo tênis e ciclismo, com destaque para as maratonas de Berlim e de Frankfurt.
O maior número de visitantes, todavia, está indo à Alemanha atraído pelos jogos de futebol e pelas maravilhosas festas populares e festivais gastronômicos que serão realizados nos meses mais quentes.
Para conhecer os museus, castelos, monumentos históricos e passear pelos rios, o visitante não encontra dificuldades. Em todos os passeios encontram guias que falam inglês e espanhol.
“Em alguns locais, como na Neue Residenz, um palácio situado em Bamberg, na região da Baviera, o serviço é pago à parte; em outros locais, como o Neuschweinstein – o Castelo dos Cisnes somente são autorizadas visitações com o acompanhamento do guia, pagando-se uma tarifa única para isso. Você compra um ticket e nele vem impresso o número de sua “turma” para a entrada, aguarda-se que a indicação apareça no visor e a porta seja liberada, tudo muito bem organizado”, acrescentam Adriana, Maria, Deusa e Edemur.
City tour e transporte
Tudo é muito organizado na Alemanha. Em Colônia, por exemplo, ao lado da catedral famosa, há panfletos com mapas da cidade, inclusive em português, para que o turista escolha o city tour que mais lhe convém.
Os preços variam de cidade para cidade. “Por exemplo, em Berlim paga-se 14 euros pelo tour completo, com direito a uma parada. Em Munique, conhecida por custo de vida elevado, um passeio desses chega a custar 40 euros”, conta a jornalista Adriana Fernandes.
Alugar um carro é uma boa dica para quem planeja visitar o país. O jornalista Zarcillo Barbosa e o advogado Marco Aurélio Brisolla visitaram o país por mais de uma vez, desse jeito, economizando bastante.
As rodovias alemãs, muito bem conservadas, são chamadas de “Autobahns”. Nelas, não se paga qualquer tipo de pedágio e altas velocidades são até permitidas. O abastecimento dos veículos é feito pelo próprio motorista, o que dispensa a presença de frentistas.
Existem também diversas opções de trens, que oferecem ligação a todas as cidades do país. Os trens urbanos são um ótimo meio de transporte, pois é difícil encontrar um local nas ruas e os estacionamentos são bem caros. O procedimento é o seguinte: compra-se o ticket em uma máquina no ponto do trem, que deve ser picotado em seu interior – não deixe de fazê-lo porque pode entrar um fiscal e aplicar uma multa bem salgada, além de uma bronca, claro, em alemão.