11 de julho de 2026
Esportes

Meias atuam fora da posição nos clubes

Folhapress
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Königstein - Se o meio-campo é o cérebro de um time, o da Seleção Brasileira está “fora do lugar”. Todos os titulares do setor atuam em posições diferentes da de seus clubes. O sistema de Parreira, com seu comentado quadrado, tem ajudado uns, mas colocado outros na berlinda.

A começar pelo melhor do mundo. Ronaldinho, que voa no Barcelona quase como um terceiro atacante, ainda não engrenou no Brasil, onde joga recuado e ainda tem a obrigação de marcar. “É diferente, temos que treinar muito para nos adaptar. Eu tenho que trabalhar forte a parte física para o pulmão agüentar. Aqui tenho que correr os 90 minutos. No Barcelona, não faço essa função”, afirma.

Kaká vive situação diferente da do colega. No Milan, atua bem perto dos atacantes, pelos dois lados, com eficiência. Na Seleção, também com sucesso, tem se destacado jogando como meia, mais atrás, só pela faixa direita. “Prefiro jogar de forma mais avançada, encostado nos atacantes. Aqui jogo mais no meio, mas não tenho problemas”, diz Kaká, aposta de Zagallo para principal nome do Mundial.

Os outros dois titulares do meio-campo brasileiro também mudam quando trocam de camisa. Emerson, o primeiro volante de Parreira, atua mais recuado do que na Juventus. O quarto homem do meio-campo, Zé Roberto, é o segundo volante do time. Função diferente da que faz no Bayern de Munique, onde é meia.