São Paulo - O diretor do Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária (Dipo), juiz Alex Tadeu Monteiro Zilenovski, obrigou ontem a Anatel e as operadoras a providenciar a imediata religação dos sinais de telefonia celular nas regiões de prisões localizadas em seis cidades paulistas. O prazo dado na decisão inicial, de 20 dias, venceu ontem. No despacho, o juiz responsabiliza o governo estadual pela tarefa de impedir a entrada de celulares nas unidades prisionais.
O juiz explica, no documento, que suspendeu o bloqueio devido ao término do prazo estipulado inicialmente, em uma medida cautelar, e que não tem poderes para resolver a comunicação entre prisões “de modo definitivo”, segundo o Tribunal de Justiça (TJ). Ele classifica a própria medida como “corajosa, útil, adequada e eficaz”, mas diz que ela “não pode durar para sempre”.
O bloqueio foi adotado após a série de ataques contra forças de segurança e de rebeliões promovida pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) em maio, em diversos pontos do Estado. Motins “solidários” à ação estenderam o bloqueio a prisões do Espírito Santo e do Mato Grosso do Sul.
Em São Paulo, conforme a ordem judicial, o sinal deveria ter permanecido cortado em 15 prisões instaladas nas cidades de Avaré, Presidente Venceslau, Iaras, Araraquara, São Vicente e Franco da Rocha. O plano de bloqueio teve falhas. Em muitos casos, era possível telefonar da entrada das prisões enquanto os moradores da região tinham problemas.