08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Filosofia da Educação


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Há vários anos atrás, assisti a um filme enobrecedor da atividade do professor, chamado: “Ao mestre com carinho”, merecendo por isso mesmo, com justiça, o título deste artigo.

Sempre que se fala no tema, acendemos o estopim da divergência; de um lado, o humanismo cristão, desenvolvido na Idade Média e perdura até hoje e, de outro lado, o humanismo leigo. No primeiro, trata-se da concepção aristotélico-tomista, a qual encara o homem como ente dotado de potencialidades que clamam por atualização. A natureza humana é tida como imutável. Tem unidade no espaço e no tempo evidentemente, aqui, cabe um papel importante ao educador-professor incumbindo-lhe a tarefa de colaborar na descoberta e realização das virtualidades do educando. O educador-professor é o pedagogo, o guia do educando.

Quão sábias as palavras de Persichetti. “A arte mais difícil e, simultaneamente, a mais útil, é a de saber educar.” O nosso aplaudido escritor Coelho Neto completou o pensamento de Persichetti, ao dizer: “Ser chamado a trabalhar na educação é ser chamado a trabalhar na missão mais nobre que pode exercer um ser humano, isto é, colaborar na própria obra da criação, completando e aperfeiçoando esta obra.”

Está na hora de lutarmos pela restauração da importância da educação, deixando de lado as picuinhas ideológicas. A educação é sagrada demais para ser vilipendiada por ressentimentos políticos.

Chegou o momento de juntarmos as mãos para juntos construir a mesma praça, o mesmo templo, a mesma comunidade em torno da educação, onde todos se encontrem como irmãos...

Professor! Não faz mal se aquilo que vocês ensinaram ontem não se realize hoje... O importante é ter os olhos voltados para o dia de amanhã, na certeza de terem sido bons educadores, assim como o ilustre professor Rodolpho Pereira Lima. Um belo exemplo vivo, com certeza!...

João Álvares - delegado regional da Associação Paulista de Imprensa