Washington - O presidente dos EUA, George W. Bush, sofreu um novo revés ontem após o Senado americano derrubar sua mais recente aposta: aprovar emenda a fim de proibir o casamento entre casais do mesmo sexo. Foram 49 votos contra e 48 a favor. A emenda dependia de ao menos 60 votos para ser levada adiante.
Desde a semana passada, Bush assumiu pessoalmente uma campanha para conseguir fazer com que a emenda fosse aprovada, afirmando que o casamento entre homem e mulher é a instituição mais fundamental da civilização. No seu programa de rádio, levado ao ar no último sábado, Bush disse que “o casamento não pode se separar de suas raízes culturais, religiosas e naturais sem debilitar sua influência sobre a sociedade”.
Apesar disso, o empenho do presidente parecia mais uma forma de encobrir os fiascos representados por resultados nas áreas militares (com a má campanha no Iraque, que diariamente mostra fracassada a intenção de impor segurança naquele país) e econômicos (a exemplo dos constantes aumentos no preço do petróleo, que causa especial incômodo na população dos EUA).
Polêmica, e chamada de eleitoreira por vários grupos da sociedade americana, a emenda contra o casamento gay era rejeitada por quase todos os senadores democratas. Após a votação, Bush lamentou que o Senado não tenha conseguido reunir votos suficiente para aprovar a proposta. O presidente disse estar “decepcionado”, mas deu sinais de que deve continuar sua luta nessa batalha. O tema, certamente, deve estar presente nas campanhas das próximas eleições americanas.