08 de julho de 2026
Nacional

IPCA fica abaixo do centro da meta

Folhapress
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Rio - Com alta de 0,10% em maio, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses ficou em 4,23%, abaixo do centro da meta do governo para este ano, de 4,5%. É também a menor marca desde junho de 1999. Nos cinco primeiros meses do ano, a inflação foi de 1,75%, a mais baixa desde 2000. A taxa de maio é a menor desde junho de 2005.

Em abril, o índice havia sido de 0,21%. A queda de um mês para o outro ocorreu especialmente em razão da redução dos preços do álcool combustível, que depois do início da safra de cana caíram 11,06% em maio, também sob impacto da redução do consumo. Sozinho, o produto, que ainda acumula alta de 13,35% no ano, contribuiu com uma queda de 0,16 ponto percentual para o IPCA de maio.

Para Eulina Nunes dos Santos, chefe da Coordenação de Índices de Preços do IBGE, não há pressões visíveis para a inflação deste ano e tarifas públicas devem jogar o índice para baixo com reajustes menores em 2006 do que em 2005, já que os indexadores tiveram variações menos intensas. “Não existem pressões à vista. Pelo contrário, deve haver ainda um resíduo da queda do álcool em junho, já que foi o primeiro mês de redução do preço do combustível.”

Em outras palavras, não há risco de o Banco Central (BC) não atingir neste ano o centro da meta oficial de inflação, que prevê um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. “Mesmo que o câmbio fique acima de R$ 2,40 e o petróleo continue a subir e determine reajuste dos combustíveis neste ano, que deve ocorrer só depois das eleições, dificilmente o IPCA ficará acima de 4,5%.

Os resultados têm sido muito bons principalmente por causa dos alimentos e deixam claro que não há risco”, diz o economista Luiz Roberto Cunha (PUC-RJ).