11 de julho de 2026
Esportes

Roberto Carlos pede que novatos falem mais com imprensa brasileira

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Konigstein - Roberto Carlos pediu ontem que os atletas mais novos da Seleção Brasileira falem mais com a imprensa brasileira. Deu a declaração um dia após gerar polêmica ao reclamar de não poder fazer perguntas ao presidente Lula, na teleconferência de ontem. “Seria bom se os mais jovens dessem mais entrevistas. Assim os outros poderiam descansar um pouco. E eles também precisam ganhar espaço, todos têm a sua opinião.’’

Desde que a Seleção começou a sua preparação, em Weggis, na Suíça, o jogador do Real Madrid está entre os que mais conversam com os jornalistas. “Não foi para preservar os mais novos. Sempre falei com a imprensa e continuei fazendo isso aqui’’, disse o lateral. Ele também assumiu um posicionamento de líder nas duas vezes em que as noitadas dele e de seis colegas, nas folgas, ganharam as páginas dos jornais.

Primeiro sugeriu a criação de um escudo para proteger os jogadores dos fotógrafos nos dias livres durante a Copa. Queria uma maneira de manter as câmeras longe do time. Chegou a falar que quem fosse atrás dele teria “problemas’’. Depois, exigiu que os jogadores falassem menos, diferentemente do que pediu hoje. Sugeriu que o número de atletas à disposição da imprensa diminuísse.

Mais acionados

É verdade que a precisão nas finalizações e nos cruzamentos não é lá essas coisas. Mas os trintões Cafu e Roberto Carlos ainda ostentam estatísticas, levantadas pelo Datafolha, que provam vigor físico. Na atual era Parreira, iniciada em 2003, o lateral-esquerdo é o titular com a maior média de passes -47 por jogo. Cafu é o terceiro, com 43. E os passes são precisos -ambos tem aproveitamento superior a 89%, o que os deixaria entre os melhores no fundamento em qualquer Campeonato Brasileiro.

Eles também são muito procurados pelos companheiros. Só perdem no número de bolas recebidas para Ronaldinho. Mas nem tudo são flores no desempenho estatístico de Cafu e Roberto Carlos. O primeiro tem uma pontaria de apenas 15% (menos do que metade do resto da equipe) sob o comando de Parreira. Roberto Carlos já não vai tanto até a linha de fundo e, quando vai, acerta só um quinto dos cruzamentos.