Jacuba – A Copa do Mundo deve impulsionar a exportação de cachaça para o país-sede dos jogos, a Alemanha, que é considerada um dos maiores países consumidores da bebida no mundo. Um produtor da aguardente em Jacuba negocia com empresas alemãs a venda da cachaça.
Marcos José Macedo possui uma destilaria de cachaça em Jacuba, distrito de Arealva (41 quilômetros de Bauru), que produz entre 10 mil e 20 mil litros da bebida por ano, apesar de ter capacidade para fabricar até 50 mil litros.
Na destilaria de Macedo são produzidos dois tipos de cachaça: a amarela, envelhecida em tonéis e chamada de Tiquara; e a branca, que recebeu o nome de Tietê, em homenagem ao rio que corta o Estado.
Ele próprio produz a cana-de-açúcar utilizada como matéria-prima para a bebida, com o diferencial de não adotar adubos químicos. Por este motivo, as bebidas destiladas que Macedo fabrica são consideradas orgânicas.
De acordo com o empresário, sua destilaria exportou no ano passado 144 caixas de cachaça para o mercado alemão. “Exportamos para uma rede de mercados de produtos orgânicos e distribuidores de produtos orgânicos”, comemora.
Neste ano, segundo ele, as vendas estão ainda em fase de negociação. “O contato que fizemos com a Alemanha, que era um negócio que estava em banho-maria, de repente ficou mais ágil e está sendo feito em função da Copa”, acredita.
Uma garrafa de 700 mililitros da aguardente é vendida ao preço de custo no mercado brasileiro por cerca de R$ 23,00 e pode chegar ao consumidor final a R$ 35,00.
De acordo com Macedo, sua destilaria tem de disputar o mercado externo com os grandes produtores industriais da bebida. Por este motivo, os produtores precisam adequar o preço do produto com a realidade do mercado europeu. Uma garrafa de aguardente está cotada na Europa, segundo ele, a 9 euros.
O empresário explica que a maior parte de sua produção é vendida no Brasil, mais especificamente para a região Sudeste. “Um dos maiores mercados que a gente tem é o Rio de Janeiro”, comenta, ressaltando que também vende bastante para Brasília.
Apesar da expectativa de exportar parte de sua produção para a Alemanha, Macedo explica que as vendas do produto de janeiro a abril, se comparado ao mesmo período do ano passado, ainda não tiveram uma melhora expressiva. A expectativa é que os negócios decolem com o início do inverno e a possibilidade de exportação para a Alemanha.