Bagdá - Dois ataques a bomba mataram pelo menos nove pessoas e feriram outras 41 ontem em Bagdá, no Iraque. Em outros atentados pelo país, ao menos 13 pessoas morreram, o que corrobora a tese de que a morte, na sexta-feira, do líder da Al Qaeda no Iraque, Abu Musab al Zarqawi, não fará diminuir a violência.
Na Internet, grupos insurgentes deixavam ontem mensagens de condolências por Zarqawi e exortavam os sunitas a não apoiarem o governo - os árabes sunitas, que estavam no poder na ditadura de Saddam Hussein, compõem a insurgência contra o atual governo.
Segundo o parlamentar xiita Bahaa al Din al Araji, o governo espera um aumento nos ataques “como represália pelo extermínio do emir do mal”. Após o Exército americano ter afirmado anteontem que Al Zarqawi ainda estava vivo após sua casa ser bombardeada, e que ele teria morrido pouco após o ataque, em conseqüência dos ferimentos causados pela explosão de duas bombas jogadas por aviões americanos sobre sua casa, um iraquiano chamado Mohammed Ahmed deu ontem outra versão para a história.
Ahmed afirmou a jornalistas que viu soldados americanos baterem em um homem ferido, que lembrava Zarqawi. “Era um homem de meia idade, de barba, ainda vivo e respirando. Nós o colocamos em uma ambulância, as forças americanas vieram, tiraram-no da ambulância e bateram nele até que morresse.”
Os EUA não indicaram que houve contato físico com Zarqawi antes que ele morresse. Indagado sobre a afirmação de Mohammed Ahmed, o porta-voz militar general William Caldwell disse que checaria as informações. O cubano Fidel Castro criticou o ataque que matou Zarqawi, chamando a ação de “barbaridade”. Ontem, o corpo de Zarqawi foi submetido à autópsia. O resultado será divulgado hoje.