Gaza - O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, convocou ontem um referendo para criar um Estado palestino. A medida o coloca em rota de colisão com o governo liderado pelo grupo terrorista Hamas, que se opõe à consulta, dado que a carta implica o reconhecimento de Israel. O plebiscito será no dia 26 de julho.
Pesquisas indicam que a posição de Abbas venceria por larga margem. Horas antes de Abbas ter anunciado o decreto que convoca o plebiscito, o Hamas declarou o fim de um cessar-fogo.
“Como presidente do Comitê Executivo da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) e presidente da ANP, decidi exercer meu direito constitucional e meu dever de convocar um referendo acerca do documento de conciliação nacional”, afirma o decreto lido por assessor de Abbas.
O Hamas acusa Abbas de usar o referendo, que foi concebido por lideranças palestinas presas em Israel, para tentar provocar a queda do governo do Hamas, que derrotou o Fatah, partido de Abbas, nas eleições.
O Hamas enfrenta dificuldades para governar. Israel congelou a transferência de fundos para a ANP e a maior parte da ajuda aos palestinos enviada pelo Ocidente foi suspensa, até que o Hamas renuncie a destruir o Estado de Israel.
Os palestinos terão de responder “sim” ou “não” à pergunta: “Você concorda com o documento de conciliação nacional - o documento dos prisioneiros?”. Esse texto prevê a criação de um Estado palestino ao lado do de Israel.