No extinto Armazém Regulador de Café da Estrada de Ferro Sorocabana, onde hoje é o conjunto de prédios do CDHU, na Vila Industrial, trabalhava na função de serviços gerais o senhor Eleotério Soares, negro, com uma acentuada corcunda e com idade já avançada.
Certo dia, fazia um calor de estalar mamona e o saudoso Eleotério capinava o pátio do armazém. Meu falecido pai, não se conteve:
- Ô, seo Eleotério... para um pouco de carpir... o sol tá muito forte...
- Tá não, Pedroso! E quando puxo o cabo da enxada, sempre vem um ventinho gostoso que refresca...
Contada por Antonio Pedroso Júnior