08 de julho de 2026
Regional

Mortalidade infantil sobe em 5 cidades

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

De acordo com um estudo divulgado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), o Estado de São Paulo apresentou redução no índice de mortalidade infantil em 2005, se comparado com 2004. No entanto, em cinco dos 38 municípios abrangidas pela Direção Regional de Saúde (DIR-10) - Agudos, Boracéia, Getulina, Guaiçara e Iacanga - registraram no ano passado índices de mortalidade infantil acima de 20.

Enquanto que em cidades como Arealva, Balbinos, Bocaina, Borebi, Cabrália Paulista, Itaju, Lucianópolis, Paulistânia, Pongaí, Presidente Alves, Torrinha e Uru não houve registro de óbitos de menores de 1 ano em 2005, em Guaiçara, o índice de mortalidade de crianças nesta faixa etária para cada mil nascidas vivas ficou em 45,1. É o maior índice entre todos os 38 municípios abrangidos pela DIR-10 de Bauru. Em segundo lugar, com taxa de 37, ficou Boracéia seguida de Agudos, com taxa de 23,7. Apenas Cafelândia, Itapuí, Lins e Mineiros do Tietê registraram índices inferiores a dois dígitos.

Vale ressaltar que para calcular a taxa de mortalidade infantil, a Fundação Seade utiliza o seguinte cálculo: divide-se o número mil pela quantidade de crianças nascidas vivas no município no ano e o resultado desta equação multiplica-se pelo número de óbitos infantil no mesmo ano. Tomando Guaiçara como exemplo, a DIR-10 registrou 133 crianças nascidas vivas na cidade em 2005. De acordo com a regra, este número deve ser dividido por 1.000, e o resultado (7,516) multiplicado pela quantidade de crianças mortas no mesmo ano (6 crianças segundo a DIR-10). Assim, chega-se à taxa de 45,1.

O índice de mortalidade infantil na região abrangida pela DIR-10 diminuiu consideravelmente na comparação entre as pesquisas de 2000 e de 2005. Enquanto em 2000 o a taxa ficou em 18,6 para cada mil nascidas vivas, em 2005 o número caiu para 12,3.

Para a diretora técnica substituta da DIR-10 de Bauru, Shirley Alonso Mendes, a queda na mortalidade infantil pode ser atribuída, além do pré-natal, à capacitação da equipe multidisciplinar que atende as gestantes, à humanização do atendimento, além do incentivo ao aleitamento materno. O investimento em unidades hospitalares é outro ponto a ser considerado na redução dos índices, segundo ela. “Temos o hospital devidamente equipado para utilização no momento do parto, um parto adequado com humanização e o pré-natal de boa qualidade”, comenta Mendes.

No total, dos 14.341 nascimentos de crianças menores de 1 anos em 2005, registrados nas cidades abrangidas pela DIR-10 de Bauru, 196 delas morreram. A taxa média de mortalidade infantil ficou em 13,7 na região atendida pela DIR-10.