10 de julho de 2026
Nacional

Tarso diz que PSDB está em ‘situação desesperadora’; Aécio rebate críticas

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) rebateu ontem as críticas do candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na convenção do PSDB neste fim de semana.

Segundo Tarso, as acusações demonstram que o PSDB está “numa situação desesperadora” porque a candidatura Alckmin “não consegue empolgar”. No fim de semana, Alckmin chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de cínico e mal informado, numa referência às denúncias do “mensalão”.

FHC acusou o presidente de ter sujado as mãos quando preferiu se aliar aos partidos do “mensalão” e escolheu o PSDB como inimigo. O ex-presidente ainda chamou Lula de “fanfarrão e frouxo”. “Acho que a manifestação do senhor Alckmin revela que ele não tem equilíbrio emocional para assumir as responsabilidades que ele quer assumir”, disse Tarso.

O ministro ironizou os ataques. “É compreensível. A candidatura Alckmin está numa situação desesperadora e a saída que eles encontraram é a do baixo nível e baixo calão.” Tarso ainda acusou o candidato tucano de estar numa “campanha galopante pelo País”. E mesmo assim, segundo ele, “não consegue empolgar seus próprios correligionários”.

O ministro afirmou que o PT não irá transformar o debate da campanha eleitoral numa troca de acusações “que favorece quem tem medo de comparações e não tem propostas”. Ele ainda respondeu à ameaça de Alckmin de que, se eleito, fará uma devassa no governo Lula. “Vimos com muita satisfação esta postura. Pode ser que seu partido concorde também que haja uma devassa da privatização selvagem ou para saber se houve compra de votos para aprovar a reeleição.”

Aécio

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, elevou o tom das críticas contra o PT, um dia após a convenção nacional do PSDB ter lançado o candidato à Presidência, o ex-governador Geraldo Alckmin.

As declarações de lideranças tucanas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva detonaram um novo dia de troca pública de farpas entre integrantes do PSDB e do PT. “O partido que se desonrou de alguma forma, constrange os seus próprios membros e terá de passar a eleição explicando porque foi tão contraditório no exercício do poder em relação ao que pregava enquanto partido de oposição”, disse Aécio.

Ele rebateu declarações do ministro Tarso Genro, de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso usou “linguagem chula” para se aproximar da direita. “Se nós tivermos um pouco de memória, é difícil achar que o PT possa ter autoridade para cobrar nível de linguagem de quem quer que seja”, afirmou ele.

O governador mineiro afirmou que o tom das críticas ao PT durante a convenção tucana - e a repercussão entre os petistas - é o sinal da “campanha eleitoral começando” “Eu só acho que é possível nós avançarmos e defendermos nosso candidato sem transformar essa eleição em uma verdadeira guerra. Mas cada um terá seu tom, sua forma de se comunicar”, afirmou.