11 de julho de 2026
Esportes

Parreira admite poupar titulares contra o Japão

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Munique - Para o técnico da Seleção Brasileira, o critério para definir se o Brasil vai ter jogadores poupados no terceiro jogo da Copa do Mundo, contra o Japão, na quinta-feira, é a condição física. O treinador admite, porém, que deverá mexer no time. “Dependendo do que acontecer, a gente pode até pensar em alguma mexida de algum jogador, deixando ele inteiro para as oitavas”, afirmou Parreira.

Parreira tocou ontem no assunto da escalação para o próximo jogo mais de uma vez, por insistência dos jornalistas, mas não falou sobre a possibilidade de poupar os “pendurados” - jogadores com cartão amarelo que podem ser suspensos para a segunda fase se forem advertidos com mais um cartão.

“O Brasil já está classificado, mas é importante eles jogarem para manter o ritmo e o entrosamento. Se houver necessidade de poupar alguém, vai depender do departamento médico e do cansaço de cada um. Vamos resolver com calma o que fazer.”

Na entrevista coletiva, depois da vitória brasileira por 2 a 0 contra a Austrália, quando ouviu pela segunda vez a pergunta sobre a possibilidade de poupar jogadores para o segundo jogo, Parreira ficou irritado. “Nem terminou o jogo e vocês já querem saber o time do próximo?”, reclamou o técnico brasileiro. E aproveitou para provocar: “vocês querem projeção, eu também já projetei. Queria estar nas oitavas e nós já estamos.”

Ronaldo

Parreira afirmou ainda que Ronaldo tem a preferência para a vaga de titular, apesar de o jogador não ter apresentado bom desempenho nos dois jogos do Brasil nesta Copa do Mundo.

“Ele é um caso diferente. É bom colocar (Ronaldo) por 70, 65 minutos, para pegar ritmo. Ele só vai pegar ritmo jogando”, afirmou Parreira, em entrevista coletiva. “Ele não está com a forma ideal para jogar 90 minutos”, disse o técnico, apontando que o jogador perdeu alguns treinos por conta da bolha no pé e por ter tido febre. O técnico defende que não tem como comparar o desempenho do substituto Robinho com o de Ronaldo em campo.

“Quando o Robinho entrou, a Austrália já estava com três atacantes na frente. E ele entrou no final, é muito diferente”, apontou Parreira. “Acho que sei como devo usar o Robinho para o melhor do time brasileiro, e não para fazer o que as pessoas pensam”, desafiou Parreira.