Munique - Embora não tenha realizado uma grande partida, o atacante Ronaldo atuou melhor na vitória de ontem, contra a Austrália, por 2 a 0, do que no jogo de estréia, diante da Croácia. Em entrevista após o encontro, Ronaldo afirmou que se sentiu melhor. “É outra coisa jogar sem nenhum tipo de preocupação, hoje (ontem) foi assim. Estou feliz pela minha atuação e pela vitória”, afirmou, sem detalhar qual era a sua preocupação contra os croatas.
Sobre o esquema de jogo de Parreira, o atacante disse que “é ótimo”. E em relação ao desempenho da Seleção Brasileira, concordou com seus companheiros, que enxergaram evolução no nível de jogo. “A gente teve mais paciência, tocamos bem a bola, principalmente no segundo tempo.”
Finalizando, Ronaldo fez questão de deixar claro que, se depender dele, estará em campo contra o Japão, na próxima quinta-feira. “Eu gosto de jogar sempre, mas o que ele (Parreira) decidir, está decidido.”
Substituto
O atacante Robinho entrou em campo ontem num momento em que a Seleção Brasileira não conseguia desenvolver um bom futebol contra a Austrália. Em ação, mudou o ritmo do jogo e participou de todos os lances perigosos do Brasil até o apito final, na vitória por 2 a 0.
“A gente fica no banco jogando junto, gritando, torcendo... Com o gol, fica todo mundo aliviado, comemorando muito”, disse Robinho sobre a tensão que atinge todos os atletas no banco de reservas.
Em relação a Ronaldo, a quem substituiu no jogo de ontem, Robinho não poupou elogios. “Ele é o melhor centroavante do mundo. Tomara que continue bem e faça os dois gols (que faltam para igualar o recorde de Gerd Müller em Copas) para ser histórico na Seleção.”
O atacante viu evolução não apenas em Ronaldo, mas também na equipe como um todo, comentando, em especial, o que tentou fazer depois que entrou em campo. “O time jogou bem. A marcação deles é forte. Quando entrei, procurei dar mais movimentação ao ataque, aproveitando que eles estavam mais cansados”, declarou.
“Imaginei que dava pra fazer (mais um gol), até porque eles estavam marcando no mano a mano e saíram para o jogo porque precisavam da vitória. Foi o que aconteceu”, acrescentou o ex-jogador do Santos sobre os espaços deixados pelos australianos em sua defesa, na parte final do jogo. Sobre a possibilidade de entrar jogando contra o Japão, Robinho não titubeou: “Se o professor Parreira quiser colocar quem está no banco, a gente agradece.”