07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Perguntas sem respostas

Ficou claro na sessão de ontem da Câmara Municipal que para a maioria dos vereadores as denúncias em relação ao processo de terceirização de lixo e as ligações com as eleições 2004, mais a confissão e tentativa de desmentido de Jorge Monteiro, deixam inúmeras perguntas a serem respondidas pelos principais envolvidos. Não foi sem motivo que o Legislativo convocou o prefeito Tuga Angerami (sem partido) e seu vice, Renato Purini, presidente da Emdurb, a prestar esclarecimentos, em audiência pública.

• Não evitarão a verdade

Independente das tentativas de alguns incompetentes e descompromissados com a cidade de tentar abafar o escândalo desde seu início, tentando tirar o foco do jornalismo sério, investigativo e independente, num momento em que a sociedade exige cada vez mais transparência, ética e moralidade dos homens públicos, o JC vai continuar fazendo seu trabalho de lançar luz ao que está submerso na lama, ajudando o Ministério Público e a Câmara Municipal a elucidar os fatos, atendendo, assim, ao explícito clamor da opinião pública.

• 'Líder', mas nem tanto

Um dos vereadores que cogitam a abertura de CEI, dependendo do resultado da audiência, é João Parreira (PSDB). Nos últimos meses o tucano tem sido um líder informal do prefeito na Câmara, mas não titubeou e falou firme e abertamente sobre o Legislativo investigar as denúncias, tendo inclusive pedido a cabeça do presidente da Emdurb, Renato Purini, que, segundo o vereador, não tem credibilidade para continuar no comando da empresa.

• Silêncio que incomoda 1

O que está deixando os vereadores, mesmo os simpáticos à atual administração, com a pulga atrás da orelha é o silêncio do prefeito Tuga Angerami. Pelo tom dos discursos, fica a impressão de que os vereadores estariam mais tranqüilos se o prefeito se manifestasse de forma concreta, o que não aconteceu. Renato Purini já revelou que ocorreu a tratativa com a Marquise e disse que Tuga estava lá.

• Silêncio que incomoda 2

Até os vereadores aliados têm evitado defender o prefeito nos discursos, e só depois de questionados costumam dizer que Tuga não participou de nenhum suposto esquema de caixa dois. O líder do prefeito na Câmara, Antônio Faria Neto (PDT), que faz as vezes de “advogado” do Executivo, passou a se esquivar de fazer a defesa de forma veemente, como é praxe. Parece que o silêncio do prefeito também incomoda os aliados.

• Crítica chama crítica

O tom das críticas dos vereadores ao prefeito Tuga Angerami aumentou por causa das dificuldades que a população vem enfrentando, principalmente no Pronto Atendimento Infantil (PAI). O vereador Marcelo Borges (PSDB) disse que o prefeito não tem um programa de Saúde para Bauru, por isso a cidade está com sérios problemas na área.

• Vereadora defende Tuga

Apesar de concordar que a Saúde não está nada bem na cidade, a vereadora Majô Jandreice (PC do B) defendeu o prefeito Tuga Angerami. Segundo ela, a situação atual vem sendo agravada ao longo dos anos, por falta de ações efetivas dos prefeitos anteriores, por isso chegou ao nível em que está.