11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Polícia Federal deve parar amanhã

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Mais uma categoria deve entrar em greve em Bauru. Em adesão ao movimento nacional, os servidores da Polícia Federal prometem paralisar suas atividades a partir de amanhã. Neste caso, apenas 30% do efetivo estará de plantão para atender urgências. A medida visa pressionar o governo federal a acatar uma vasta lista de reivindicações, inclusive salariais.

A paralisação de advertência foi confirmada para esta quarta-feira pela assessoria de imprensa da Associação Nacional das Entidades Associativas dos Servidores da Polícia Federal (Ansef). Segundo o órgão, uma assembléia está agendada para o final do dia, quando a possibilidade de greve por tempo indeterminado será deliberada.

Com a paralisação, estarão suspensos serviços como emissão de passaporte, controle de segurança privada, entrega de armas de fogo e inquéritos policiais. Por questões de segurança, a delegacia da Polícia Federal em Bauru não informou quantos servidores devem integrar o movimento. Apenas garantiu que seguirá a indicação nacional e que manterá o efetivo mínimo exigido para atender casos de urgência.

A advertência pode resultar em greve, dependendo do conteúdo de uma Medida Provisória (MP) a ser encaminhada hoje ao Congresso Nacional. Se por meio dela o governo federal conceder à categoria reajuste salarial imediato de 30% e mais 30% em fevereiro do próximo ano, a paralisação não passará de um dia. Caso contrário, poderá ser prorrogada.

Pessimismo

De acordo com a Ansef, as previsões não são otimistas porque o segundo escalão do governo é contrário ao aumento. A alta beneficiaria delegados, peritos, agentes federais, escrivães e papiloscopistas, cujo salário médio varia de R$ 4.300,00 a R$ 10 mil brutos. Os valores foram reajustados pela última vez no ano passado, quando sofreram correção de 17% (sendo parte aplicada em 2004).

Mas as reivindicações também englobam outros números. A categoria cobra da União a realização de concursos públicos para a contratação de novos funcionários. Para que a Polícia Federal possa funcionar adequadamente no País, seriam necessários mais 72 mil servidores, informa a Ansef. Atualmente, 9 mil pessoas integram o efetivo.

Eles reivindicam também seguro de vida e plano de saúde. Cobram ainda a resolução de problemas pontuais, que atingem especialmente as delegacias situadas no Norte do País. Entre eles estão a falta de viaturas, escassez de armas adequadas, corte nas linhas telefônicas e atraso no pagamento do aluguel dos prédios.

O Ministério da Justiça, via assessoria de imprensa, apenas informou oficialmente que as negociações continuam. Além da Ansef, também participam do movimento entidades como a Federação Nacional dos Delegados da Polícia Federal e Sindicato dos Delegados de Polícia Federal.