O promotor de Cidadania e Patrimônio Público, Fernando Masseli Helene, informou ontem que vai reconvocar o ex-diretor de Limpeza Pública da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) Jorge Monteiro para que ele explique por que mudou sua versão de que o encontro para discutir suposta contribuição à campanha de Tuga-Purini em 2004 não teria ocorrido, como tentou desmentir, se o próprio vice-prefeito, Renato Purini (PMDB), confirmou ao JC que um encontro foi realizado, e com a participação do então candidato Angerami, na época.
O representante do Ministério Público (MP) salientou que vai apurar as motivações que levaram Monteiro a não confirmar, em depoimento, as revelações que fez sobre sua própria participação na negociação que teria culminado com caixa 2 de campanha. “Vamos reconvocar o Jorge Monteiro para ser ouvido porque ele prestou as informações com detalhes à Promotoria e o presidente da Emdurb foi ao Jornal da Cidade e confirmou que o encontro com representante da empreiteira Marquise realmente ocorreu, como o ex-diretor da Emdurb já havia revelado ao Ministério Público e à Promotoria. É preciso verificar se o ex-diretor foi pressionado para não ratificar o que disse ou se existe oura razão para sua mudança de postura”, comentou Masseli.
No andamento da apuração sobre possível existência de caixa 2 na campanha eleitoral de Tuga-Purini, o promotor público também adiantou que vai ouvir o vice-prefeito. Ele quer detalhes do encontro revelado por Purini ao JC com a Marquise, em São Paulo, segundo ele, na presença de Angerami. Masseli ainda quer explicações do presidente da Emdurb para o anúncio da terceirização do serviço de coleta de lixo anunciado no início de janeiro de 2005.
O promotor ainda está notificando o presidente municipal do PSDB, Caio Coube, candidato a prefeito na disputa com Angerami em 2004. Ele quer saber de Caio quem o contatou para discutir eventual contribuição financeira à campanha e quais são as informações a respeito, comentadas pelo próprio tucano há alguns dias.
Em seguida, a Promotoria vai notificar o chefe do Executivo, Tuga Angerami, para prestar informações sobre o caso. Masseli ainda informou que vai levantar informações sobre a presença da Marquise na cidade, em razão da terceirização dos serviços de coleta de lixo ter sido anunciada à empresa, em janeiro de 2005, com a suspensão do contrato tendo ocorrido por pressão da opinião pública na oportunidade. No período, a empreiteira trouxe cerca de 10 caminhões para a cidade. Os veículos ficaram alojados em um prédio localizado às margens da avenida Elias Miguel Maluf, nas proximidades do acesso à rodovia comandante João Ribeiro de Barros (Bauru-Marília).