08 de julho de 2026
Geral

Casos de pneumonia aumentam 30%

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Mais perigoso que a tosse seca, dor de garganta, asma, bronquite e rinite, a pneumonia exige cuidados mais rigorosos, pois pode levar à morte. Assim como as outras doenças respiratórias citadas, a incidência da pneumonia também aumenta com o tempo seco. Durante o outono – estação que termina hoje – os casos de pneumonia aumentaram cerca de 30% no Pronto-Socorro (PS) Central de Bauru.

Nos últimos três meses, a média diária de atendimentos do PS Central saltou de 350/dia para 600/dia – grande parte deles relacionados às doenças respiratórias.

O médico pneumologista que trabalha na rede pública de saúde e em consultórios particulares Carlos Eduardo Sacomandi acredita que este ano a incidência da doença foi maior do que no ano passado devido ao tempo seco e aos dias frios. “A mucosa do aparelho respiratório fica desidratada e permite e entrada de microorganismos, facilitando a pneumonia”, explica. Também não é raro que gripes fortes desencadeiem a pneumonia. “Com o organismo já debilitado devido a gripe ou bronquite, o paciente tem mais chances de adquirir pneumonia”, diz.

A pneumonia pode ser causada por vírus, bactérias, parasitas ou fungos. Mas, a mais comum é a causada por bactérias, principalmente a pneumococo. Como os sintomas da pneumonia não diferem muito dos da gripe, o acompanhamento médico é imprescindível, segundo o pneumologista.

Ele orienta que em casos de febre que atinja 38,5 graus, cansaço, dor toráxica, falta de apetite e tosse, é necessário buscar ajuda médica. “É importante consultar-se logo porque quando os sintomas da pneumonia aparecem, a doença já está em estado avançado, geralmente”, afirma Sacomandi. Os mais “afetados” com a doença são idosos e crianças pois possuem mais deficiências imunológicas.

O tratamento da doença é feito com uso de antibióticos. “Dependendo do caso e da idade do paciente, é receitado um tipo e quantidade de antibiótico adequado”, esclarece. Na maioria das vezes, o tratamento dura em torno de 7 a 10 dias, caso não haja internação. Já o paciente que precisar ficar internado, o período de tratamento sobe para 15 dias, em média. O medicamento é suspenso, geralmente, após 72 horas que a febre do paciente tiver cessado.

O pneumologista orienta às pessoas (mesmo as que não estiverem doentes) a hidratar-se bem com água ou suco; evitar contato com aglomerados de pessoas; e ter alimentação adequada.

Como a tosse de Gustavo Isaac Moura Leite de um ano e oito meses não passou em alguns dias, a mãe Keythi Mariane Santos da Silva resolveu procurar ajuda de um médico. “Levei meu filho ao pronto-socorro e fiquei sabendo que ele estava com começo de pneumonia”, diz. No dia seguinte, Keythi voltou ao médico para fazer o acompanhamento. “Ele está tomando bastante água e suco, além do medicamento”, disse a mãe.