“A base da crise é querer remunerar mal um profissional bem qualificado”, avalia Álvaro Martim Guedes, professor doutor em administração pública da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara. Para ele, é necessário oferecer um salário compatível com a função e investir no Programa Saúde da Família (PSF).
Para o professor, é necessário serenidade e controle por parte dos dirigentes para conter a crise. Sobre as divergências entre os médicos e o secretário, ele avalia que as duas partes devem se entender. “Eu diria que os dois estão errados, pois se os dois paralisam, quem perde é a população”, afirma. “O primeiro passo para solucionar o problema é dos dois lados se entenderem”, aconselha Guedes.
Para ele, o PSF é fundamental para evitar acúmulo de pacientes no pronto-socorro. “Se você tem o PSF funcionando, a população não procura o pronto-socorro para atendimento. Quando ela não tem a assistência, recorre ao que está mais próximo e aí a confusão começa”, avalia o professor. Atualmente, Bauru conta com apenas uma unidade do PSF.