11 de julho de 2026
Nacional

Polícia da Câmara indicia advogados que compraram fita da CPI das Armas

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - A Polícia Legislativa indiciou por corrupção ativa os dois advogados da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) acusados de subornar um funcionário da Câmara Federal para conseguir o depoimento de delegados.

O inquérito foi encaminhado ontem à 12.ª vara da Justiça Federal de Brasília. Além dos advogados Maria Cristina de Souza Rachado e Sérgio Weslei da Cunha, Arthur Vinícius Pilastre Silva, ex-funcionário da Casa, também foi denunciado por corrupção passiva e quebra de sigilo funcional.

Arthur revelou à CPI do Tráfico de Armar que - em troca de R$ 200,00 - Pilastre entregou aos dois advogados cópia de depoimento sigiloso prestado pelo delegados da Polícia Civil de São Paulo Godofredo Bittencourt e Rui Ferraz Fontes, do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). Os dois contaram sobre a transferência de presos que seria feita. Por meio dos advogados, os depoimentos teriam chegado ao líder do PCC, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola, e detonado a série de 251 ataques a forças de segurança e de 80 rebeliões de presos que atingiu diversos pontos do Estado de São Paulo no último mês.

O inquérito encaminhado à Justiça tem 300 páginas e se baseia em depoimentos dos três envolvidos à CPI e de pessoas que tiveram contato com eles no shopping onde foi feita a gravação do CD com o depoimento. Cabe agora ao Ministério Público analisar os autos e decidir se apresenta denúncia contra os acusados. Os dois advogados foram suspensos anteontem pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) paulista por 90 dias, período em que não poderão exercer a profissão. A OAB nacional ainda pode definir pela cassação do registro.