09 de julho de 2026
Internacional

Soldados dos EUA foram torturados

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Bagdá - Os dois soldados americanos capturados por insurgentes no Iraque na última sexta foram encontrados mortos anteontem, perto de Bagdá, com sinais de tortura. Segundo comunicado supostamente assinado por terroristas, o novo líder da Al-Qaeda no país, Abu Hamza al Muhajir, cortou suas cabeças pessoalmente.

O porta-voz do Exército dos EUA, William Caldwell, não confirmou a causa das mortes, mas, de acordo com o ministro da Defesa iraquiana, major general Abdul Aziz Mohammed, os corpos apresentavam marcas de “barbárie”.

Um comunicado colocado em um site islâmico, assinado pelo grupo Conselho dos Guerreiros Sagrados, diz que o líder da Al -aeda executou o crime, e “Deus todo poderoso abençoou o líder Muhajir”.

Foi o primeiro ato atribuído ao novo líder desde que ele assumiu o posto -após a morte do terrorista Abu Musab al Zarqawi -, há duas semanas. A autenticidade do comunicado não pôde ser comprovada. O grupo que o teria postado é o mesmo que, na segunda-feira, dissera que estava com os soldados.

Os corpos de Thomas Lowell Tucker, 25 anos, e Kristian Menchaca, 23 anos, foram encontrados jogados anteontem à noite, em Yusufiya, ao Sul de Bagdá -na mesma região em que foram seqüestrados. Para alcançá-los, foi preciso desarmar bombas deixadas à sua volta. A busca mobilizou 8 mil militares.

O Exército dos EUA afirma que, no dia do seqüestro, um ataque aéreo havia matado horas antes, na mesma região, um alto líder religioso da Al-Qaeda no país. O seqüestro pode ter sido uma retaliação.

Ontem, bombas explodiram em Bagdá, matando ao menos nove pessoas. As tropas dos EUA mataram 15 homens que, segundo elas, os atacaram. Foi anunciado ontem, pelo chanceler Hoshiyar Zebari, que a Província de Maysana, no Sul do país, de maioria árabe-xiita, será a próxima área cujo controle passará das tropas da coalizão para as forças iraquianas. Não foi mencionada uma data.