08 de julho de 2026
Turismo

Primaveras e colibris

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

A Serra Capixaba é surpreendente. “Um mosaico”, como bem definiu o padre entomólogo Jésus Moure, que amou conviver entre orquídeas, primaveras e colibris.

A distância entre a Capital capixaba, Vitória, e a serra (não confundir com o município de Serra, que fica na Grande Vitória) é curta, em torno de 40 quilômetros, vencidos sem maiores problemas. A viagem é cheia de curvas – nos pontos mais altos vai se afunilando- , mas o asfalto e a sinalização são excelentes, com paisagens de tirar o fôlego. Recantos que num passado não tão distante atraíram imigrantes europeus, seus primeiros habitantes.

O legal de se visitar a serra capixaba é que ela não é tão badalada nas páginas das revistas especializadas em turismo como a sua vizinha fluminense ou a gaúcha.

Por conta disso, os preços são mais convidativos, embora tenha tal qual as “concorrentes” encantos mis que atraíram ricos e famosos, como Roberto Carlos, Xuxa e Roberto Marinho, que lá construíram casas cinematográficas.

Um clima perfeito, a ponto de fazer com que seus primeiros moradores, imigrantes alemães, italianos, portugueses, libaneses e também suíços, se sentissem em casa, como nos Alpes, construindo suas vilas a altas altitudes.

Muitos não agüentaram o trabalho rural, duro, principalmente na serra e retornaram para seus países de origem. Os que persistiram – na maioria italianos e alemães (de Pomerode) - fundaram as primeiras vilas da região montanhosa do Espírito Santo e espalharam seus hábitos e costumes, religião e gastronomia.

Fazem parte da Rota da Montanha três municípios: Santa Teresa, Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante, que convidam a uma gastronomia repleta de queijos, bolos, geléias e a aventura em trilhas, cachoeiras e propriedades rurais.

Em meio à mata nativa e a orquidários com espécies raríssimas, os visitantes se deparam com a Pedra Azul, uma formação rochosa com 1.822 metros de altura, que muda de cor dependendo da intensidade da luz solar.

A pedra fica no parque do mesmo nome. A explicação para a mutação de cor vem dos liquens, que ao longo de milhões de anos foram aderindo ao paredão liso da montanha. Em dias ensolarados, eles refletem o azul do céu e em dias nublados, o verde da vegetação ao seu redor.

Conhecer o Parque Estadual da Pedra Azul é, sem dúvida, um passeio inesquecível por suas piscinas naturais, bromélias, ar puro e clima agradável, assim como passear e conhecer todas as cidadezinhas da Rota das Montanhas.