Embora nem todos saibam, o poeta carioca Olavo Bilac teve uma participação ativa na oposição ao presidente Floriano Peixoto. Sua língua afiada custou-lhe a demissão do Serviço Público e encaminhamento a Ou-ro Preto, onde ficou preso por ordem do arbitrário presidente.
Mas Bilac era tão patriota que, após ter feito campanha a favor do Serviço Militar, a data de seu nascimento, 16 de dezembro, é até hoje reverenciada como o Dia do Reservista. Além disso, dentre suas obras poéticas está a letra do Hino à Bandeira.
Todavia, como era costume na época, os poetas vendiam trovas publicitárias para sobreviver. Por cem mil réis ele compôs os seguintes versos para uma marca de fósforos:
“Aviso a quem é fumante / tanto o Príncipe de Gales / como o dr. Campos Salles / usam Fósforo Brilhante”.
Fonte: “Emilio de Menezes, o último boêmio”, Raimundo de Menezes, coleção Saraiva. Contada por Rui Bertoti