São Paulo - O PSB de São Paulo oficializa na próxima semana a candidatura do jurista Sérgio Sérvulo ao governo do Estado. Com a decisão dos socialistas, o PT perderá o apoio de um dos partidos que tradicionalmente esteve com os petistas nas campanhas eleitorais e deverá ajudar a isolar o senador Aloizio Mercadante (PT) na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. O cenário político que se consolida em São Paulo mostra a dificuldade que o PT está tendo para conseguir apoio à candidatura de Mercadante.
Além do PSB, o PDT e o PSOL também vão lançar candidatos ao governo, respectivamente, Carlos Apolinário e Plínio de Arruda Sampaio. O PPS e o PTB já anunciaram que vão apoiar José Serra (PSDB), e o PMDB também caminha para o ninho tucano. O PFL vai manter a aliança com PSDB que reelegeu o ex-governador Geraldo Alckmin. Ao PT, deverão sobrar partidos de esquerda como o PC do B, eterno fiel dos petistas nas campanhas eleitorais.
Oficialmente, porém, ninguém da coordenação da campanha de Mercadante quer falar sobre o assunto. A única informação passada pela assessoria do PT é que “não há nada fechado”. Além da falta de apoio, Mercadante ainda amarga o segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. Na consulta mais recente feita pelo Ibope, Serra está com com 48% dos votos se as eleições fossem hoje, contra 14% de Mercadante.
O ex-governador Orestes Quércia (PMDB) também aparece na pesquisa com 10%. As alianças políticas deverão ser definidas até o dia 30, quando termina o prazo determinado pela Justiça Eleitoral para que os partidos realizem as convenções. O PSB realiza convenção no mesmo dia para homologar a candidatura de Sérvulo, que foi chefe-de-gabinete do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, até 30 de abril deste ano.