11 de julho de 2026
Bairros

Circo de Beto Carrero estréia hoje em Bauru; ONG questiona alvará

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Após um ano, o espetáculo circense “O mundo mágico de Beto Carrero” volta a Bauru com números inéditos para o público da cidade. “As novidades são a equipe de ginastas que formam uma pirâmide humana, o número do cavalo bêbado e a apresentação do garoto Felipe, que faz acrobacias com a família”, adianta Reinaldo Xanthopulo, relações públicas da empresa.Mal o circo chegou, a ONG Naturae Vitae, de proteção ao meio ambiente e aos animais, já questiona a legalidade de funcionamento.

Durante todo o dia, a equipe de técnicos e funcionários do circo trabalharam para levantar a estrutura do espetáculo. Debaixo do sol, eles carregavam as vigas metálicas e puxavam as cordas da lona que vai cobrir o picadeiro. Ao lado, os artistas se preparavam ensaiando as coreografias, ou costurando as roupas para o show de hoje à noite. Serão 18 números para entreter a platéia durante quase duas horas.

“Em todas as cidades, não importa o tamanho, nossa gana e vontade é sempre fazer o melhor. O público de Bauru pode esperar um grande espetáculo”, garante Dani Peires, gerente do circo. Uma atração que promete encantar os espectadores é a apresentação da família Mellandri. Roseane, seu marido Júnior e o filho Felipe, de apenas 4 anos, farão acrobacias no picadeiro.

O caçula dos artistas do circo de Beto Carrero treina há um ano e meio e já se apresenta desde outubro do ano passado. Durante o número, ele faz parada de mãos, amparado na mão de seu pai. “O que eu mais gosto é trabalhar”, conta o menino. No caso de Felipe, trabalhar é passar as horas dando cambalhotas e saltando. “Gosto da rodadinha, da parada de mão. Quando crescer, quero ser que nem o meu pai”, diz. Os pais de Felipe fazem também um número sozinhos. A 12 metros do chão, eles realizam acrobacias.

“Ele sempre gostou de saltar. E desde os 3 aninhos, vimos que ele tinha o dom”, lembra Roseane. Apesar do orgulho, ela não esconde que teve medo. “No comecinho das apresentações, sempre ficava com aquele medo no coração. Mas logo vi que ele é muito esperto”, confessa. Para estudar, Felipe, como todas as crianças da equipe, freqüenta as aulas em cada cidade que o circo se apresenta.

Com todo o trabalho para deixar o circo pronto para a apresentação de hoje, os funcionários mal tiveram tempo para assistir o jogo da Seleção Brasileira ontem. Para acompanhar a partida, a equipe se reuniu em alguns trailers para torcer. “A gente só pára para ver o jogo. Depois volta para o trabalho. Na próxima partida, vamos fazer uma festa de verdade”, conta Geraldo Delfino, o Mineiro, da equipe de montagem da empresa.