Colônia - Pressionada e sem seu astro principal, a França entra em campo hoje, contra Togo, em Colônia, às 16h (horário de Brasília), com a missão de evitar uma nova eliminação precoce em uma Copa do Mundo.
Terceira colocada no Grupo G, com dois pontos ganhos, o Seleção Francesa precisa de uma vitória por dois gols de diferença para se classificar à segunda fase, sem depender do resultado da outra partida da chave, entre Suíça e Coréia do Sul.
No Mundial de 2002, na Ásia, a então campeã desembarcou com o status de grande favorita. Acabou eliminada na primeira fase, com uma campanha frustrante.
Completando 34 anos hoje, com a aposentadoria anunciada para depois do Mundial, Zidane está suspenso com dois cartões amarelos. Caso os franceses sejam eliminados, o meia terá se despedido dos gramados no último domingo, no empate com a Coréia do Sul.
Diante da ausência de Zidane, Henry recordou a Copa de 98, quando os franceses foram campeões jogando em casa. “Nós classificamos em 1998 sem o Zidane -ele não jogou contra a Dinamarca (na estréia) nem contra o Paraguai (nas oitavas-de-final)”, lembrou. A França venceu os dois jogos. Criticado e pressionado, o técnico Raymond Domenech pediu ontem para não ser “julgado” antes do tempo.
“Você nunca tem argumentos quando não consegue a classificação, mas antes de nos acusar espere até que a gente tenha cometido o crime”, afirmou.
Necessitando dos três pontos e de gols, Domenech deve finalmente abandonar o esquema 4-2-3-1 e escalar o atacante Trezeguet ao lado de Thierry Henry. O treinador desmentiu durante a semana os rumores de que ele e Zidane tenham problemas de relacionamento.
No último jogo, o técnico sacou jogador da equipe no final e este reagiu mal à substituição. Mas os jogadores mostraram confiança no técnico e na recuperação.
“Acho que muitas pessoas vão se surpreender conosco. Mas primeiro temos que derrotar Togo. Nós não temos escolha a não ser marcar gols”, destacou Vieira durante a semana. “Somos os melhores, de cabeça e pernas”, acrescentou, otimista, Silvestre.
Após resolver o impasse sobre premiação de jogadores, que acompanhou Togo por toda a competição, o técnico Otto Pfiste deverá escalar cinco reservas. Com duas derrotas, a seleção africana não tem mais chances de classificação às oitavas-de-final.