09 de julho de 2026
Nacional

Sem-terra não sofreram maus-tratos, diz comissão

Folhapress
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Brasília - Uma comissão de deputados visitou ontem o Complexo da Papuda, na capital federal, e não confirmou as denúncias de que os sem-terra presos por causa da invasão da Câmara estariam sofrendo maus-tratos. A denúncia partiu de integrantes do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), responsável pela invasão.

Segundo Suzana Maranhão, mulher de Bruno Maranhão, principal líder do MLST, os integrantes do movimento foram vítimas de maus-tratos e boicote dentro da penitenciária. Os presos teriam lhe contado que foram obrigados a sentar em uma poça d”água e que sofreram com o frio no presídio. Os deputados João Alfredo (PSOL-CE) e Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) visitaram o presídio e não ouviram relatos de maus-tratos dos sem-terra ainda presos.

Segundo os parlamentares, o presídio já forneceu os remédios que os presos reclamavam. Segundo a assessoria do deputado Greenhalgh, o parlamentar somente manifestou preocupação com o fato de que três supostos “curiosos” estariam presos junto com os sem-terra. Os três presos alegam que não fazem parte do movimento e foram detidos pela polícia após a confusão na Câmara.

Cerca de 550 militantes do movimento foram presos devido à invasão, no dia 6 de junho, e enviados à penitenciária no dia seguinte. Desses, 42 permanecem detidos: nove mulheres em uma penitenciária feminina de Brasília e 33 homens na Papuda.