09 de julho de 2026
Bairros

Com cortador e compactador, tapa-buraco entra em ‘nova era’

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

Grandes ou pequenos, eles perturbam a vida dos bauruenses. Aumentam ao longo dos anos, principalmente com as chuvas. Os buracos estão em todos os lados, seja em vias principais e ruas de bairros. Com o desafio de diminuir a quantidade já existente de buracos, a Secretaria Municipal de Obras implantou ontem um novo sistema de tapa-buracos, que inclui a utilização de máquinas de corte e compactação de solo. Até então, a operação era feita com a colocação de massa asfáltica no buraco já aberto pela passagem de veículos ou pela ação do tempo.

Exatos 14 novos equipamentos foram comprados com investimento de R$ 32,5 mil. Outros R$ 2,5 milhões foram gastos para a compra dos materiais utilizados para a confecção do asfalto.

A intenção da prefeitura é também recapear algumas das principais vias da cidade. Na segunda-feira, por exemplo, uma equipe ficará responsável pelo recape das quadras 1 a 16 da avenida Nossa Senhora de Fátima. Depois, outras vias serão recapeadas.

A vantagem dos novos equipamentos, segundo a secretária de Obras, Elaine de Cássia Orti de Araújo, é a maior durabilidade do asfalto. “Apesar da nova técnica demorar um pouco mais, a durabilidade aumentou. Acreditamos que o buraco fique recoberto por até 10 anos”, avalia. Com o procedimento anterior, de compactação manual, o asfalto novo durava um ano.

Os equipamentos delimitam o buraco, fazendo um recorte ao redor. Em seguida, com a picareta retira-se o asfalto em excesso. Outra máquina compacta a massa depois de depositada sobre o buraco. O modelo será utilizado em todas as vias que exigem tapa-buracos. Naquelas que serão recapeadas, no entanto, toda a rua será recoberta por massa asfáltica nova, sem a utilização das máquinas.

Com a utilização das máquinas, o procedimento de tapar buracos demora, em média, 30 minutos cada um - desde o recorte do asfalto até a compactação. “O asfalto fica muito melhor porque fica com pouco desnível. Fica mais difícil do asfalto soltar-se”, explica um dos funcionários da equipe de compactação, Francisco Luiz dos Santos.

Ontem, duas equipes trabalharam na operação tapa-buracos nas quadras 1 a 12 da rua Gérson França; nas quadras 1 a 4 da avenida Duque de Caxias; e trecho da rua José Aiello. “As equipes continuarão o recape na avenida Duque de Caxias amanhã (hoje) e na rua Rio Branco”, afirma Araújo. Durante o dia de ontem, duas máquinas novas - uma de corte e outra de compactação de solo - quebraram, mas os trabalhos não foram prejudicados, segundo a secretária.

Na tarde de ontem, o morador da quadra 2 da rua José Aiello, Antônio Akyame, surpreendeu-se ao ver a equipe de tapa-buracos trabalhando em frente a sua casa. “Não esperava, mas achei bom. Também acho que a prefeitura deveria fazer a limpeza das ruas”, diz.

Os transtornos causados pelos buracos na rua foram sentidos pelo motorista de um caminhão baú que transitava na avenida Castelo Branco, sentido Centro-bairro, no início da tarde de ontem. Quando fez o retorno na quadra 5 da avenida, acabou “preso” no buraco dentro da canaleta.

“Como o buraco era grande, a traseira do caminhão ficou presa. Ainda bem que não perdi a carga”, afirma o motorista Antônio Marcos Barbosa. Ele viajou de Amparo até Bauru para entregar uma carga de leite para um supermercado. Durante a tarde de ontem, o trânsito na quadra 5 da avenida Castelo Branco foi monitorada pela polícia porque apenas um automóvel passava, por vez, até que uma máquina retirasse o caminhão.