Leipzig - Pés no chão, discurso humilde até o fim. Com esta “fórmula mágica”, o técnico José Pekerman conduziu a Seleção da Argentina até as oitavas-de-final da Copa do Mundo. E é com este mesmo discurso que o time entra em campo hoje, em Leipzig, para enfrentar a equipe do México (16h no horário de Brasília).
Os times lutam por uma vaga nas quartas-de-final da competição. O vencedor encontrará na próxima fase Alemanha ou Suécia. Empate no tempo normal leva o jogo para a prorrogação. Persistindo a igualdade, a decisão da vaga acontece nas cobranças de pênalti.
Os argentinos conhecem bem o adversário que enfrentarão hoje. Menos pela própria equipe, mais pelo treinador do time mexicano. Ricardo Lavolpe, 54 anos, é argentino e foi campeão do mundo com a seleção em 1978, na Argentina. Ele era reserva do goleiro Fillol.
Apesar da “proximidade” entre México e Argentina, a história registra apenas um encontro entre os times em Mundiais. E foi na primeira das Copas, em 1930, quando os sul-americanos venceram por 6 a 3. Na ocasião, o anfitrião Uruguai foi o campeão, batendo a Argentina na final.
Em campo, o equilíbrio entre os times é marca registrada. Nas 23 vezes em que se encontraram, México e Argentina empataram 11 vezes. Na última delas, os argentinos levaram a melhor na Copa das Confederações, em Hannover, no ano passado. Após o 1 a 1 no tempo normal, a vaga para a final da competição veio na decisão por pênaltis.
Os argentinos apostam hoje em uma equipe que Pekerman avalia como a “ideal”. Exceto pela presença de Cambiasso, que reconquistou em campo sua posição de titular - no lugar de Lucho Gonzalez -, a “força máxima” argentina é a mesma que iniciou a Copa.
No time do México, apenas uma dúvida atrapalha os planos de Lavolpe. O atacante Borgetti, que se recupera de lesão em um tendão da perna esquerda, irá decidir se enfrenta ou não os argentinos. Liberado pelo médico da equipe, José Luis Serrano, o jogador deve retornar após ter ficado fora da equipe em dois jogos na fase de classificação.