08 de julho de 2026
Esportes

Brasil e Espanha lideram estatísticas

Folhapress
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Bergisch Gladbach - Acabou a primeira fase da Copa da Alemanha. E, se estatística ganhasse jogo, o Brasil iria fazer a final da competição com a surpreendente Espanha. Seja pelo aproveitamento de 100% dos pontos, pelas boas médias de gols marcados e sofridos ou pelo desempenho na maioria dos fundamentos, brasileiros e espanhóis fariam hoje uma hipotética decisão.

Ambos só foram vazados uma vez. Os europeus só fizeram um gol a mais, oito contra sete. E as duas seleções se alternaram em postos de destaque depois de 48 jogos da fase que classificou 16 equipes. Praticamente tudo o que é relacionado ao futebol bem jogado é encabeçado por jogadores do Brasil e da Espanha.

As duas seleções são as que melhor tratam a bola. Os comandados de Parreira lideram no aproveitamento de passes, com precisão de 92,2%. São seguidos de perto pelo elenco dirigido pelo veterano e turrão Luís Aragonés, com 89,9%.

O melhor do Grupo F e o líder do Grupo H, que podem se enfrentar já nas quartas-de-final, foram os times que mais ficaram com a bola no pé. Dessa vez, quem lidera são os espanhóis - com exatos 32 minutos de posse de bola por jogo. Os brasileiros vêm em segundo com 30 minutos e 46 segundos.

Quando não se alternam no primeiro e no segundo lugar, as duas seleções também se destacam. É o que ocorre, por exemplo, no ranking da lealdade. Após três jogos, os pupilos de Parreira são os menos faltosos, com média de 11,7 infrações por partida. Antes de encarar a Arábia Saudita, o posto de rei da lealdade era da Espanha. Mas o time foi mais faltoso ontem diante do time árabe e passou a ter a sexta menor média de faltas cometidas (14 por partida).

Os dois destaques estatísticos da primeira fase também criaram muitas chances. A Espanha, que ontem escalou seus reservas contra a Arábia Saudita, foi o segundo time que mais criou chances - 22 finalizações por partida. O Brasil não ficou longe. Com média de 19 tentativas, foi o quinto nas conclusões.

E, para irem ao ataque, a seleção da camisa amarela e a de vermelho abusaram dos lances individuais. O Brasil foi o segundo time que mais driblou, com 25,3 tentativas por partida. A Espanha aparece logo atrás, em terceiro, com 24,7 fintas, em média, a cada um dos três jogos da fase de classificação.

Boa parte dos brasileiros, incluindo destaques, como Robinho, Ronaldinho e Ronaldo, jogam na Espanha. Já o país europeu, que tem como volante o brasileiro Marcos Senna, foge à regra da sua história e aposta em atletas que atuam hoje no Exterior, casos de Cesc Fabregas, Xavi Alonso e Reyes, todos jogando na Inglaterra.