07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

GANA É O FOCO

Além do show do time misto, na goleada de 4 a 1 no Japão, quinta-feira, os brasileiros garantiram ontem, outra vitória: um dia de folga. Com as horinhas de descanso, os jogadores só se reapresentaram no Castelo de Bergisch Gladbach às 22h30 (17h30 de Brasília). Focada na partida contra Gana, nossa Seleção volta a treinar hoje. Vale lembrar que o jogo contra os ganeses será terça-feira, ao meio-dia, em Dortmund, onde os pentacampeões mundiais atropelaram os japoneses. Quanto a escalação do time, não tenho a mínima idéia, mas a impressão de que Cafu, Zé Roberto e talvez até o Émerson reaparecerão. O jogo será uma pedreira. Confesso que além de Holanda e Argentina, tenho certa preocupação com os africanos, que estão aprendendo depressa a matéria de futebol e têm um preparo físico incomum. A propósito, a Seleção de Gana pode ser uma novidade na vida do Brasil e da Copa da Alemanha, mas é velha conhecida de Carlos Alberto Parreira. A equipe da África foi a segunda dirigida pelo técnico brasileiro. Isso aconteceu em 1967, logo depois que Parreira se formou em Educação Física e foi treinar o São Cristóvão, onde Ronaldo começou.

SOFRIMENTO

Somente na última rodada a França conseguiu a vaga nas oitavas-de-final, como segunda colocada do Grupo G, ao vencer Togo. Mas na base do sofrimento. Os Les Bleus (os azuis) desencantaram e agora enfrentarão os espanhóis. Em primeiro na chave ficou a Suíça, que derrotou a Coréia do Sul, também por 2 a 0. A Suíça, que agora vai encarar Ucrânia, é a única seleção que ainda não sofreu gols nesta Copa. Já os togoleses pisaram na bola em seu primeiro Mundial, porque perderam suas três partidas, fizeram apenas um gol e ameaçaram greve pela falta de premiação.

SEM BRILHO

A partida em Kaiserslautern não agradou, mas a Espanha encerrou sua participação na primeira fase da Copa com 100% de aproveitamento. A Fúria - que já estava garantida nas oitavas - jogou apenas para o gasto, batendo a Arábia Saudita pela contagem mínima. Em Berlim, em outro jogo sem brilho, a Ucrânia venceu a Tunísia e garantiu a vaga. Graças ao gol de pênalti de Shevchenko, companheiro de Kaká no Milan.

CORRUPÇÃO

As investigações do escândalo no futebol da Itália continuam. Foram citados os nomes da Juventus, Milan, Fiorentina e Lazio. A Juve deverá mesmo ser rebaixada no Campeonato Italiano, enquanto o Milan receberá punições mais leves, segundo especula a imprensa italiana. O clube de Turim é bicampeão nacional e o único grande que nunca foi rebaixado. Mas agora corre risco até de cair para a Série C. Não é só no Brasil que existe manipulação de resultados.

ABSURDO

Quando um árbitro de uma das nossas ligas erra, é achincalhado e geralmente sofre agressões físicas. Seria melhor o futebolista amador dar um desconto, ser mais compreensivo, porque todos erram. Graham Poll mostrou o cartão amarelo três vezes ao mesmo jogador, o croata Simunic. Além dos cartões, o árbitro inglês não marcou dois pênaltis para a Australia. Detalhe: o tal Poll vinha sendo o mais cotado para apitar a final deste Mundial da Alemanha.

MALUCELLI

O J. Malucelli enfrentará o Noroeste no Durival de Brito, mas seu reduto é o estádio do Xingu, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Já o Paraná Clube treina e faz jogos contra times pequenos no Durival de Brito - pertinho das estações rodoviária e ferroviária -, estádio que já foi do Ferroviário e do Colorado, agremiações extintas.

MEMÓRIA

Copa do Mundo da França/98: Brasil 2 x 1 Escócia em Saint-Denis (Paris), gols de César Sampaio e Boyd (contra). Collins marcou para os escoceses. Árbitro: Manuel Garcia (Espanha). Brasil: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; César Sampaio, Dunga, Giovani (Leonardo) e Rivaldo; Bebeto (Denílson) e Ronaldo. Escócia: Leighton; Boyd, Hendry e Calderwood; Dailly (McKimley), Jackson, Burley, Lambert e Collins (Donnely); Duril e Gallagher.

VIVA O GORDO

Fábio Macorin achou um absurdo a manchete de ontem do nosso caderno de esportes - ‘Viva o Gordo’. Leva na esportiva, o amigo não entendeu o espírito da coisa, e fez essa observação: “Deve-se criticar quando necessário, mas também elogiar quando se faz jus a tanto”. Disse o óbvio. Ninguém criticou Ronaldo, o Fenômeno foi só elogio em toda a nossa edição. Nesta coluna chamei nosso maior artilheiro em Copas de Gordo de Ouro, mas de forma carinhosa, irreverente. Falta de respeito é chamar o atleta de grosso, come-e-dorme, gaveteiro, mau caráter, e não que ele está bem acima do peso normal. Até Lula achou que o Fenômeno está gordo.