08 de julho de 2026
Geral

Sintomas precisam ser valorizados

Erika Pelegrino
| Tempo de leitura: 1 min

O cardiologista Rubens Emil Cury chama a atenção para a importância da valorização dos sintomas das doenças cardiovasculares, especialmente aqueles atípicos. “Quem é do grupo de risco tem que estar atento a qualquer sintoma, mesmo que seja gástrico”, afirma. A dor típica de um enfarte é aquela que se manifesta como queimação ou um aperto no meio do peito e irradia para o queixo, pescoço ou braços. “Mas nem sempre os sintomas são esses”.

Nos diabéticos, por exemplo, a principal manifestação da doença coronariana é o cansaço. “A pessoa costuma ir à padaria, por exemplo, sem nenhum problema, de repente começa a se cansar neste mesmo trajeto. Tem que valorizar esta queixa”, explica.

No idoso, um distúrbio cognitivo, sentir-se meio confuso, por exemplo, pode ser um anúncio de enfarte. Em caso que atinge a parede inferior do coração (enfarte diagramático), os sintomas são dores epigástricas (na boca do estômago) com náusea e vômito. “Todos esses sinais devem ser valorizados, pois o coração resiste até seis horas a partir dessa manifestação. Diante destes sintomas, deve-se buscar ajuda imediatamente”.