09 de julho de 2026
Esportes

Alemanha e Argentina avançam e se enfrentam nas quartas

Por Da Redação | Com Folhapress
| Tempo de leitura: 5 min

O duelo mais anunciado da Copa do Mundo de 2006 já tem data para acontecer. Alemanha e Argentina venceram, respectivamente, Suécia e México, nas oitavas-de-final, e vão se enfrentar na próxima sexta-feira, às 12h (de Brasília), em Berlim, por uma vaga nas semifinais do Mundial. Será o primeiro confronto entre campeões mundiais nesta Copa.

Mas as coincidências param por aí. A classificação alemã foi tranqüila, com boa vitória por 2 a 0 sobre os suecos. Já os argentinos, tiveram que suar muito para superar os mexicanos. A classificação só veio na prorrogação com um 2 a 1, depois de sair perdendo no tempo normal e conseguir o empate.

Anfitriões

O cenário não poderia ser mais favorável para os anfitriões. No segundo estádio de maior capacidade da Copa - que é apontado como o mais moderno do Mundial - e contra um rival que só havia feito três gols, a lua-de-mel entre a Alemanha e seus torcedores tinha tudo para continuar.

E a pressão das arquibancadas surtiu efeito antes mesmo de cinco minutos de jogo - para a alegria do técnico Jürgen Klinsmann, que exige de seu time um “abafa” inicial, para incendiar a torcida. Klose, o artilheiro da Copa, recebeu e, ao dominar a bola, já se livrou da marcação, entrou na área e exigiu boa saída do goleiro Isaksson. Mas a bola sobrou para Podolski chutar em direção ao gol vazio e inaugurar o marcador em Munique.

O gol atordoou ainda mais a Suécia. Antes dos escandinavos se recuperarem do golpe inicial, os anfitriões tiveram duas boas chances de ampliar em chutes de fora da área, com Podolski e depois com Ballack.

Quando pareciam recompostos do susto, com Ibrahimovic disputando a bola com a zaga germânica, aos 12 minutos, os suecos sofreram novo revés, após uma boa tabela da dupla “polonesa” de ataque. Klose recebeu pela meia esquerda e avançou, atraindo a marcação. Da entrada da área, ele achou Podolski livre. E o autor do primeiro gol não perdoou, marcando também o segundo.

As seguidas oportunidades alemãs enervaram o atabalhoado time sueco, que perdeu o zagueiro Lucic, excluído pelo juiz brasileiro Carlos Eugênio Simon ao fazer falta sobre Klose. No segundo tempo, logo aos sete minutos, as esperanças suecas se esvaíram. Após se chocar com Metzelder dentro da área, Larsson caiu, e o juiz deu pênalti. Na cobrança, o atacante, campeão europeu pelo Barcelona, mandou a bola na arquibancada.

Com os adversários entregues, os alemães - salvo por Ballack, que tentou a todo custo marcar seu primeiro gol na Copa, o que a trave impediu - diminuíram o ritmo, arriscando menos finalizações.

Hermanos

Noventa minutos não foram suficientes para argentinos e mexicanos decidirem quem avançaria às quartas-de-final . Num jogo equilibrado, só depois dos 30 minutos de prorrogação a Argentina conseguiu fazer 2 a 1 e carimbar passaporte à próxima fase do torneio.

O México surpreendeu e começou atuando bem, ao contrário de suas partidas na primeira fase, quando vencera apenas o Irã. A Argentina, por outro lado, não repetiu as boas atuações das duas partidas iniciais e não conseguiu se impor sobre o México em nenhum momento.

Assim, aos seis minutos, o mexicano Rafa Márquez abriu o placar. Em cobrança de falta pela direita, Pardo mandou para a área, Méndez desviou de cabeça e Rafa Márquez, já na pequena área, completou de pé direito, sem chances para Abbondanzieri.

Porém, os comandados de Ricardo Lavolpe não conseguiram segurar o resultado por muito tempo e a Argentina igualou aos 10 minutos. Riquelme alçou a bola e, em disputa com Crespo, o atacante Borgetti, que voltava de contusão, acabou concluindo de cabeça contra o seu próprio gol, embora a Fifa tenha anotado o tento para o atacante argentino.

No restante do primeiro tempo, o jogo foi bastante truncado, com a bola ficando muito tempo no setor de meio-campo sem que chances realmente perigosas fossem criadas até o fim do tempo regulamentar.

Já nos acréscimos, um lance polêmico. Num tiro de meta, Abbondanzieri tocou para Heinze, que furou e deixou a bola para Fonseca. O atacante mexicano, que já partia em direção ao gol, foi derrubado pelo mesmo Heinze um pouco antes da área. A falta foi bem marcada pelo árbitro suíço Massimo Busacca, mas o cartão amarelo acabou ficando barato para o defensor argentino, que merecia o vermelho.

O segundo tempo continuou equilibrado. Os times trocavam passes pelo meio, mas não construíam jogadas mais agudas. Conforme o tempo passava, a Argentina tentava chegar mais ao ataque e o México se encolhia. A posse de bola dos atletas de José Pekerman, contudo, não era produtiva e o empate prosseguia intacto.

Aos 47 minutos, o último bom lance argentino, pela esquerda do ataque, foi mal anulado, por um suposto impedimento, antes que terminasse em gol.

Veio a prorrogação e, com ela, um belíssimo gol da Argentina, aos oito minutos. O lateral Sorín virou o jogo para a direita, Maxi Rodríguez matou no peito e, sem deixar a bola cair, mandou de esquerda, no ângulo direito de Sánchez, que não pode evitar o gol.

A Argentina mantém o bom retrospecto em oitavas-de-final de Mundiais, etapa em que foi derrotada apenas em 1994, pela Romênia, por 3 a 2.

Por outro lado, o México terminou sua participação em gramados alemães bem antes do que imaginava quando optou por ser a equipe a ficar mais tempo se preparando para a competição. Também não conseguiu superar o retrospecto negativo em oitavas-de-final de Copas, tendo sido eliminado pela quarta vez em cinco disputas.