Dili - Milhares de manifestantes tomaram ontem as ruas da capital, Dili, e fecharam simbolicamente o Parlamento de Timor Leste, exigindo a renúncia do primeiro-ministro Mari Alkatiri.
O protesto obrigou a Freitilin (partido no poder), a adiar para hoje a reunião de emergência sobre a renúncia de Alkatiri, exigida pelo presidente Xanana Gusmão e rejeitada pelo premiê.
Alkatiri é acusado de ser um dos culpados pela crise atual, ao aprovar o afastamento de 600 militares em abril.
“Esta é uma decisão muito importante e não podemos trabalhar sob esse tipo de pressão”, disse Estanislau da Silva, membro do comitê central da Fretilin. Confrontos entre a polícia e os rebeldes e entre gangues rivais deixaram ao menos 30 mortos desde o início da crise.