Bergisch Gladbach - Em preparação para seu primeiro jogo nos mata-matas da Copa do Mundo-2006, amanhã, pelas oitavas-de-final, contra Gana, a Seleção Brasileira treinou cobranças de pênalti ontem, em Bergisch Gladbach, onde está concentrada na Alemanha. De 25 cobranças realizadas, os jogadores conseguiram converter 19. Cada jogador bateu, no máximo, dois pênaltis.
Émerson, Gilberto Silva, Juninho e Adriano converteram as duas cobranças. Ronaldinho e Kaká arriscaram uma vez cada e também acertaram. Ronaldo e Juan bateram dois, mas perderam um, enquanto Lúcio errou sua única tentativa. Dida defendeu quatro, e duas foram para fora. De acordo com o goleiro titular, é difícil saber como os jogadores de Gana bateriam em caso de uma disputa de pênaltis, já que a maior parte dos atletas não é muito conhecida. Porém, ele disse que pelo olhar do rival já é possível adivinhar alguma alguma coisa.
“Realmente é difícil saber como jogadores que você não conhece e nunca viu cobrando um pênalti podem vir. Mas vou estar preparado. Na hora, tem que saber tirar algumas características. Quem é defensor bate forte, quem é meia tem mais qualidade para colocar”, disse.
“Pelos olhos do adversário a gente também tenta tirar alguma coisa, se está nervoso ou se não está, para que você possa naquele momento conseguir adivinhar o que ele pode fazer”, continuou. Nas duas últimas vezes em que entrou em uma decisão por pênaltis, o Brasil levou a melhor. Em 1998, bateu a Holanda no desempate por 4 a 2, pelas semifinais. Em 1994, venceu a Itália na final por 3 a 2. A única derrota aconteceu em 1986, quando caiu diante da França por 5 a 3, nas quartas-de-final.
Após os pênaltis, o técnico dividiu os convocados em dois grupos. Enquanto alguns participaram de um rachão, Juninho e Ronaldinho alçavam bolas na área para Juan, Lúcio, Émerson, Kaká, Ronaldo e Adriano, que finalizavam sem defesa, mas com Dida no gol. Uma forte chuva encerrou o treino de ontem.