09 de julho de 2026
Esportes

Cafu aposta na ‘paciência’

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Dortmund - O lateral-direito Cafu, capitão da Seleção Brasileira, disse considerar que a paciência vai ser peça-chave para superar Gana, hoje.

De acordo com o jogador, o time não pode se desesperar se não conseguir marcar um gol logo de cara. “Eu acho que o fator mais importante vai ser a paciência. É um adversário que corre muito, que toca bastante a bola e tem muita força física. Então, se fizer o gol no começo ou no final (não importa). O importante é passar para a outra fase”, disse.

Cafu vai se isolar hoje como o brasileiro que mais atuou na Seleção em Copas do Mundo. Atualmente, tem 18 jogos, ao lado de Dunga e Taffarel. Se o Brasil vencer, atinge ainda outro recorde: será o jogador que mais venceu jogos em Mundiais, com 16 - superando os alemães Lothar Matthäus e Wolfgang Overath, que somam 15.

“Estilo Scolari”

O técnico Carlos Alberto Parreira disse ontem que o estilo de jogo apresentado contra a Holanda por Portugal - dirigido por seu antecessor, Luiz Felipe Scolari - não serve de referência para a Seleção.

“A Seleção Brasileira veio à Alemanha para jogar futebol, pois os nossos jogadores sempre foram muito técnicos e ganhamos Copas jogando assim”, afirmou, ao ser indagado se o Brasil deveria jogar como o time português contra Gana, hoje, pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo.

“Num jogo normal, a bola rola durante cerca de 60 minutos. Nesse jogo, houve 16 cartões amarelos e quatro vermelhos, por isso a bola não deve ter rodado mais de 30 minutos”, disse o técnico, para quem cabe à arbitragem coibir a violência dentro de campo.

Após o jogo de anteontem, que classificou Portugal, Scolari elogiou o comportamento do time e disse que se lembrou dos tempos em que trabalhava no Brasil, especialmente no Sul do País - dando a entender que aprovava o rigor com que seus jogadores disputaram o confronto.

“As vitórias no Brasil eram nesse estilo: muito sofrimento, muita luta, bolas na trave. Faz parte da minha vida. A busca de resultados, por coisas cada vez melhores, mesmo com dificuldade”, continuou Scolari.

Nos bastidores, existe uma “guerra” entre Parreira e Scolari. É corrente o comentário dando conta de que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sente falta do pulso firme do pentacampeão mundial.

Teixeira teria avaliado que Ronaldo estaria em forma muito antes de o torneio começar se o técnico de Portugal estivesse no comando. Além disso, o cartola não gosta do fato de Parreira se preocupar quase só com a parte tática e deixar o resto com os outros integrantes da comissão técnica.