09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Justiça do Trabalho: greve pode acabar 6ª

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Após 40 dias em greve, os servidores da Justiça do Trabalho em Bauru, assim como em todo o Estado, devem voltar às suas atividades até o fim desta semana. A categoria pede um novo plano de cargos e salários (PCS), que o governo, enfim, sinaliza ceder.

De acordo com Maria Izabel Marques, membro do comando de greve em Bauru, o Ministério do Planejamento propôs implantar o PCS reivindicado pelos servidores em seis meses. Até quinta-feira desta semana, os líderes do movimento devem se reunir em Campinas para avaliar a proposta. A compensação dos dias parados também vai estar em pauta. “Dependendo das negociações, podemos voltar a trabalhar na próxima sexta-feira”, completa Marques.

Hoje, 62% dos servidores da Justiça do Trabalho estão de braços cruzados em Bauru. Apenas a 2.ª Vara está em pleno atendimento. As demais interromperam os serviços ou estão funcionando parcialmente.

No câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, os funcionários também continuam paralisados. A categoria está em greve desde o dia 25 de maio. A principal reivindicação é um reajuste salarial de 7%. O governo do Estado ofereceu 0,75% de imediato e mais 1,79% em setembro, proposta que foi recusada pela categoria. A próxima rodada de negociação está marcada para julho.

Ao todo, 400 servidores estão parados no câmpus. Apenas os serviços essenciais, como limpeza e segurança, estão ativos. A biblioteca está funcionando parcialmente, com cinco dos 25 funcionários que trabalham no local.

Na Polícia Federal (PF), a greve dos servidores foi realizada de quarta a sexta-feira da semana passada. O movimento teve o objetivo de alertar o governo federal sobre a possibilidade de greve da categoria, caso os trabalhadores não recebam aumento salarial dentro dos próximos dias. Hoje, o comando de greve em Brasília decidirá se começará um novo movimento grevista a partir da semana que vem.