11 de julho de 2026
Bairros

Moradores pedem área verde em terreno onde prefeitura tira terra

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Quando os moradores do Núcleo Nova Bauru compraram suas casas, ainda na planta, da rua Agenor Martins Vieira, imaginavam que a grande área verde que constava no papel, iria ser uma opção de lazer para as pessoas do bairro e uma vista e tanto para os moradores. Atualmente, a área existente não tem nada de divertido. Quando o terreno não está tomado pelo mato alto, a poeirainvade as casas. Além disso, a retirada constante de terras, para construção civil, deixaram as poucas árvores, que teimam em permanecer no descampado, ilhadas em torrões com até 1,5 metro de altura.

Os moradores confirmam que há menos de quatro dias um caminhão da prefeitura apareceu para retirar mais terra do local. “O pessoal tira sim. E já faz tempo”, aponta Cícero Lourenço de Melo, que levou os dois filhos para empinar pipa no local na tarde de ontem. De acordo com Marco Aurélio Martins, que mora numa das casas bem em frente à área, caminhões retirando terra do local é um fato comum. “Sempre foi isso e agora ficaram esses morrinhos com as árvores”, observa. Como não existe nada no local, as crianças improvisaram uma área de lazer, que conta até com duas traves improvisadas para o futebol.

Essa é uma das sugestões para a ocupação do local: a construção de um campo para a prática do esporte. De acordo com Nélson Fio, titular da Secretaria das Administrações Regionais (Sear), um projeto para o local seria a instalação do campinho e também uma pista para a caminhada. Quanto à retirada de terra, Fio aponta que o procedimento é normal.

Sônia Medeiros, presidente da Associação dos Moradores do Nova Bauru, alega que o pedido para a construção da praça de esporte não foi feito pelos habitantes do bairro. De acordo com a dirigente, a solicitação partiu de moradores do bairro vizinho. “Quando compramos nossas casas, pagamos também a área verde. Nós só queremos aquilo que compramos e pagamos”, afirma. Medeiros avalia que o bairro já possui campinho de futebol e que uma área de lazer seria mais aproveitada pelos moradores.

Fio explica que os moradores precisam entrar num consenso sobre o que eles querem no local. ”Se não quiserem o campo, não fazemos o campo. Os moradores precisam se reunir e decidir”, diz. Enquanto isso, a única área realmente verde no terreno, é o jardim mantido pelo lavrador aposentado Francisco Rosa. Há três anos ele plantou as árvores e flores no lugar e passa o dia cuidando do espaço. “O lugar era muito feio, cheio de lixo. Aí eu resolvi plantar o jardinzinho. Até manga já deu aqui”, conta.