Dortmund - O técnico de Gana, Ratomir Dujkovic, foi expulso de campo no intervalo do jogo de ontem por ter dito que o árbitro Michel Lubos deveria vestir uma camisa amarela, de tanto que estava ajudando o Brasil.
Foi o primeiro cartão vermelho recebido pelo sérvio na carreira. E, segundo acusação da delegação ganense, o juiz eslovaco queria mesmo vestir a amarelinha. Após o confronto, o porta-voz da federação de futebol do país, Ransford Abbey, afirmou que Lubos pediu a Ronaldo sua camisa como lembrança.
A entidade não tem provas, somente o que considera indícios fortes. Segundo Abbey, no último escanteio da partida, Lubos se aproximou de Ronaldo, segurou a camisa do atacante e lhe falou algo.
É fato que, quando os jogadores das duas equipes trocavam camisas após o apito final, um ganense pediu a de Ronaldo, que rejeitou o pedido e apontou para o centro do campo. Contatada pela reportagem, a assessoria de Ronaldo disse que tentaria ouvi-lo, mas não respondeu até as 19h de ontem.
A reportagem não conseguiu falar com Lubos. Embora tenha parabenizado o Brasil e elogiado a Seleção como a melhor do mundo e favorita ao título, Dujkovic criticou duramente o árbitro. “Os brasileiros são imbatíveis, mas também são intocáveis”, provocou.
O técnico sérvio atribuiu o erro da arbitragem ao poder do Brasil nos bastidores. “Eles são grandes, mas ganharam com um pouco de ajuda. O peixe grande sempre come o peixe pequeno”, afirmou.
Dujkovic tem contrato com a federação ganense até o final do ano, e disse que consideraria um eventual convite para estendê-lo, embora esteja cotado para assumir a Seleção Sérvia. “Estou muito satisfeito com o trabalho realizado e e com muita vontade para disputar a Copa de 2010”, comentou.